Pensei que seria ao contrário mas foi o Correio da Manhã, geralmente apelidado de pasquim, que acertou no título.
Senhores do Público, os "candidatos excluídos" não são "professores" se não forem colocados!!! E nem é uma questão técnica de Português. É que boa parte desses "candidatos" nem estágio fizeram, nem licenciatura via ensino têm... e o mais certo é nem vocação terem.
Muitos destes 100 mil "candidatos", não se sabem quantos mas assim de repente conheço 4 deles nesta situação, são licenciados nas mais diversas áreas descontentes com o trabalho que têm(com o salário, com as 8h/dia e com o facto de terem de aturar um chefe) ou que estão desempregados! Como não há mais nada, não custa nada inscreverem-se. Não perdem nada... só tempo, o deles e o dos outros.
É pedir muito para que este ano não haja o habitual choradinho ? Se calhar é...
Professores licenciados em filosofia a dar aulas de informática...
"Perdem tempo, o deles e o dos outros?!"
Concordo contigo quando alguém que não tem formação pedagógica não devia se considerado(neste momento ficam atrás dos outros), mas o problema é que na nossa área há falta de professores, é preferível ter um licenciado em Eng. Informática do que um licenciado em Filosofia a dar aulas de informática.
No entanto acho que estes professores que não têm formação pedagógica deviam ter algum tipo de formação nesta área, antes de dar aulas.
Mas eu não critico sequer se tem ou não formação pedagógica. Ou sequer se é a nossa área ou não. Obvio que há aberrações dessas como dizes. Mas há "candidatos" que sem formação pedagógica têm mais vocação e perfil para ser professores que os que têm essa formação. Lá por terem feito meia dúzia de cadeiras não quer dizer que tenham mais "jeito para ensinar". Note-se, ensinar != dar aulas.
O que eu critico é este facilitismo a que as pessoas chegaram por culpa das mordomias que o estado fornece, e por culpa da crise no mercado de emprego actual. Como não arranjam nada no mercado, concorrem para professor pelo simples facto que podem. Como dizia um colega meu... "É um direito que tenho"... e ele tem emprego!
Como no mercado privado as condições são as que são, não há garantias de *nada*... fenix, deixo de dar cabo da cabeça e concorro a um lugar onde o salário nao é discutível(até sei quanto vou estar a ganhar daqui a uns anos, quer haja crise ou não), onde não tenho patrão, com horários flexivéis e fundamentalmente *estabilidade*. E isto tudo sem me exigirem exclusividade.
Enquanto houveram professores de 50 e tal anos a ganharem +€2000 limpos /mês para darem dois dias de aulas por semana não me calam. :-)
E não me venham com a balela... "Ias pra professor!".
Não é "inveja", é bom senso. Eu gostava de saber quem é que no seu perfeito juizo contratava alguém para dar 15/horas de aulas por semana por esse preço(não estamos a falar de aulas no INSEAD e afins). Só mesmo o Estado... por Carlos Jorge Andrade a 18 Maio 2005 - 11:38
Facilitismo... nem sempre.
Pedro,
Concordo contigo em alguns aspectos, mas nem tudo é como tu dizes. É preciso estar por dentro para se poder falar.
O título do Público está correcto. Os candidatos excluidos são professores. Tiraram a Licenciatura em Ensino que os classifica como professores. O facto de terem sido excluidos não lhes tira esse título académico.
Sou professor de E.V.T. e deixa-me dizer-te que nem é assim tão fácil como parece.
Trabalho 12 horas por semana (não por opção mas porque foi o horário que me atribuiram) e recebo apenas €500 por mês. Claro que por apenas 12 h de trabalho semanal não é mau, tirando o facto de ter sido colocado a 80Km de casa e ter de pagar a gasolina, portagens e as refeições do meu bolso, isto para não falar no desgaste do carro. Acreditas se eu te disser que ao fim do mês fico quase sem dinheiro? E se eu te disser que essas 12h estendem-se por muitas mais em casa, devido à elaboração e correcção de trabalhos, fichas formativas e testes, para além das horas gastas a planificar as unidades de trabalho? E sabes daqui a quantos anos ficarei a trabalhar perto de casa com um horário estável? Pois eu também não sei. Entretanto estou a "pagar" para trabalhar.
Não há assim tanto "facilitismo" neste mercado de trabalho. Para se ser professor hoje em dia é realmente necessário gosto, vontade, motivação e experiência, para além da necessária formação pedagógica.Claro que conheço em algumas escolas muitos casos de "parasitas" que se auto-proclamam de professores e que na realidade são oportunistas e que me passaram à frente apenas porque tiveram melhor média. Mas isso são outras histórias.
Quanto aos erros deste concurso e aos excluídos, atribuo a culpa quase exclusivamente aos mesmos, pois muitos não souberam sequer colocar correctamente a data de nascimento nos boletins de inscrição.
Continua o teu excelente blog que leio há quase 2 anos. : ) por Nuno Ferreira a 18 Maio 2005 - 22:25
Faltou referir...
Outra situação que me esqueci de referir.
As listas que saíram são apenas provisórias. Os 19.000 professores excluídos têm hipótese de reclamar e corrigir os erros entre 19 e 25 de Maio. O mais certo é este nº ficar mais pequeno e a maioria voltar a concurso.
As listas definitivas saem em Agosto. por Nuno Ferreira a 18 Maio 2005 - 22:35
Falácia
<quote>O título do Público está correcto. Os candidatos excluidos são professores. Tiraram a Licenciatura em Ensino que os classifica como professores. O facto de terem sido excluidos não lhes tira esse título académico.</quote>
Deixa-me discordar. :-)
"Professor" não é título académico, a não ser que tenham tirado um Doutoramento, o que não é a maioria dos casos. Segundo... nem todos tiraram Licenciatura em Ensino! Quem te garante isso ? Eu conheço pessoalmente 3 pessoas que concorreram a este concurso e não são licenciadas em Ensino. Têm uma licenciatura normal, inclusive bacharel, o que as faz descer no "ranking" das lista em relação as quem as tem. Não é requisito term Licenciatura via Ensino para concorrerem.
Terceiro, e uma nota mais pessoal e *discutível*... eu nunca chamarei 'Economista' a um licenciado em Economia se a profissão dele não for essa, como não chamo 'Advogado' a um licenciado em Direito se ele for por exemplo assessor de imprensa.
Pela mesma razão acho que uma pessoa que é licenciada num qualquer curso via Ensino seja "Professor" se não exercer a profissão.
Mas pronto, ficamos por aqui e nem vou falar das distâncias e da *opção voluntária* de ficarem longe de casa pq que era outro tanto e já não são horas... e acabava por tornar isto num Gildot. ;-)
Continua a aparecer por cá. Mi casa es su casa. ;-) por Carlos Jorge Andrade a 19 Maio 2005 - 00:01
Blogmaster
Tem 33 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 13 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Também conhecido como o responsável pelo ITJobs e o Destakes entre outras brincadeiras.
De resto já bloga há uns 8 anos apesar de ter perdido parte da "vida" numa mudança de hosting provider. Algumas restias ainda por aí andam... ah, e o email de contacto está no footer.
não chateiem com os erros de Português... "the bad spelling is part of the charm". ;-)
escusado será dizer que as opiniões aqui expressas são minhas e só minhas, e não de outros ou da empresa onde trabalho
qualquer outro bitaite... ramblings at karlus.net
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ou Wordpress, é powered by código meu em PHP
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