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Novembro, 10 2006
Sexta-feira

Corja
No dia em que se sabe que mais uma fábrica vai fechar e 600 funcionários ficam sem emprego, está uma corja de grevistas em casa a dormir pelo segundo dia consecutivo porque... não teve aumentos. Estes fulanos só vão aprender algo quando os começarem a correr de lá pra fora, até lá, temos de aguentar esta palhaçada.
Hora 10 Novembro 2006 - 10:16   Comentários 17 Comentário(s)    

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Corja e da grande!
Ainda hoje li que esta greve da função pública só beneficia o Governo. Gasta menos luz, menos água e ainda poupa nos ordenados que paga. Quem se lixa? Mais uma vez, o Zó Povinho...

Acho graça a esta politica esquerdista dos sindicatos em prol do proletariado...

por Hugo Fernandes a 10 Novembro 2006 - 13:19

Colectivismo
Acabem com a função pública. Greves não fazem qualquer sentido: quem está mal num emprego, envia currículos.

A ideia de ter empregos para a vida toda, garantidos, em que não se vai para a rua por muito incompetente que se seja, e os aumentos são automáticos segundo os anos de trabalho, não passa de um colectivismo nojento.

por Pedro Timóteo a 10 Novembro 2006 - 13:43

Tens razão, é uma tragédia...
Podias também era falar sobre os incentivos dados a este tipo de empresas, normalmente multinacionais para depois passados uns anos fecharem(mudarem-se). Que no caso, é mesmo isso que vai acontecer.

por Nuno Mariz a 10 Novembro 2006 - 14:22

trage'dia?
herm, se os incentivos na~o tivessem existido elas na~o teriam vindo para ca', para comec,ar.

depois, na~o vejo ningue'm preocupado com a deslocalizac,a~o das fa'bricas da alemanha para portugal, por exemplo.

por pfig a 10 Novembro 2006 - 15:36

Exacto!
pig: Era exactamente onde eu queria chegar.
Acho uma palhaçada este tipo de incentivos.

por Nuno Mariz a 10 Novembro 2006 - 15:56

hehehe
Eu bem queria dar aulas hoje, mas os empregados, quero dizer funcionários, do turno da tarde fizeram greve (que conveniente).

Numa sexta feira de tarde isso não se faz, será que já repararam que os dias de greve foram quinta e sexta?

Eu continuo da dizer quie não vejo os professores/grevistas preocupados em tomar medidas para incentivar os alunos a estudar, mas já os vejo preocupados em fazer contas de quanto vão perder ou não ganhar no salário, e apenas isso.

por Um infiltrado a 10 Novembro 2006 - 16:17

perda de regalias
os funcionários publicos só têm é que perder regalias até ficarem ao mesmo nível dos trabalhadores em geral. Lá por terem tido beneficos até aqui não podem continuar a ter. Porque para já a economia não consegue fazer o contrário: melhorar as condições dos trabalhadores em geral...se bem que isso é que era o ideal
por pjdc a 10 Novembro 2006 - 17:14

está na moda
Até à uns tempos atrás, ninguém falava dos funcionários públicos. Agora, que está na moda, toda a gente decidiu generalizar e chamar-lhes corja.
O que toda a gente esquece (ou quem não sabe do que fala) é que são os funcionários públicos que sustentam o país.

E passo a fundamentar a minha afirmação, porque os meus pais são funcionários públicos, uma professora (já reformada) e um funcionário de uma repartição de finanças.
Quanto à minha mãe não há muito a dizer, porque está reformada, mas o meu pai trabalha para o ministério das finanças. Ora segundo a teoria da moda, os funcionários são uns acomodados ao dinheiro e aos direitos adquiridos, e ficam chateados por não serem aumentados.
O meu pai desconta todos os meses uma pequena fortuna para os cofres do estado, tem a contabilidade toda em dia (que remédio) e não tem como fugir com um centavo ao fisco. Já os grandes heróis nacionais que são os empresários são a causa da pobreza do país, da fuga ao fisco, da corrupção. Acho mesmo uma piada de merda a estas merdas.
O meu pai é obrigado a meter dinheiro do bolso para comprar papel para tirar fotocópias de certidões para os contribuintes, é obrigado a comprar do bolso dele tinteiros, papel higiénico e até mesmo obrigado, em conjunto com os outros colegas, a juntarem dinheiro para arranjarem o sistema de ar condicionado da repartição.
O meu pai tem que estar um dia inteiro de pé ao balcão, porque a repartição deveria ter 12 funcionários e só tem 3, para uma população de cerca de 20000 pessoas, porque o governo decidiu fechar os concursos, porque não há dinheiro para pagar mais salários.
E depois, se for preciso, quem faz estes posts ridículos ainda é capaz de ir a uma repartição e reclamar porque esteve 3 horas numa fila para ser atendido. É realmente incrível.

Deixo-vos a sugestão. Não generalizem ao dizer "funcionários públicos", porque é a mais completa idiotice. Claro que tenho a consciência que há milhares de funcionários públicos (câmaras municipais ...) que não fazem um corno todo o dia e só estão a sugar o dinheiro do estado,mas não generalizemos.

Quando não se sabe do que se fala, o melhor é estar calado, e não ofender de forma gratuita e ridícula as pessoas ...

por Rui Moura a 10 Novembro 2006 - 17:30

Sabes ler ?
Rui,

Antes de vires para aqui com esse discurso com que levaste em casa durante anos, lê bem o que escrevi neste "post ridículo". Eu tive o cuidado de escrever "uma corja de grevistas", em parte alguma me referi a ou escrevi "funcionários públicos". Se queres vir para aqui com esse discurso sindicalista das generalizações (e com a piada do "quem não sabe do que fala". Ainda não te passou ?) podes ir pregar para outra freguesia.
Relativamente ao caso que apresentas... amigo, mal estamos muitos, está o portageiro, a lojista, o operário fabril... deal with it. A diferença é que não os vês a fazer greve. Fazer greve é muito fácil... principalmente a uma quinta e sexta-feira.
Agora, podes é não ter gostado do que leste, mas não imputes afirmações a quem não as escreveu. Eu não generalizei nada, identifiquei perfeitamente o "alvo", e para que não te restem dúvidas eu repito... "CORJA DE GREVISTAS".
Got it ?

por Carlos Jorge Andrade a 10 Novembro 2006 - 17:47

Pois...
Rui, desculpa dizer, mas o teu pai gosta do que faz? É isso que ele sonhou fazer desde pequeno? Se calhar agora já tem alguma idade para mudar, mas, e há 5 anos? 10 anos? 20? Nunca pensou em mudar de emprego, em não trabalhar para o estado, em ser recompensado como supostamente merece, em vez de estar a fazer uma coisa que, como dizes, é deprimente e desumanizante?

por Pedro Timóteo a 10 Novembro 2006 - 17:50

...
A greve foi da função pública. Os grevistas foram funcionários públicos.
E eu não levei com nenhum discurso em casa de ninguém. Só acho que é ridículo estar a ridicularizar pessoas só porque o estado as anda a roubar.
Alguém acima disse "melhorar as condições dos trabalhadores em geral" ... Mas o governo não tem (ou não deveria ter) nada que ver com os outros trabalhadores. Trabalham para o privado, problema (ou sorte) deles. Ou pensam que só os trabalhadores de uma qualquer fábrica, que se está a aproveitar das ofertas do estado e da mão de obre barata, é que sofrem?

Será que como isto agora é moda, ninguém vê as dificuldades que muitos funcionários públicos também têm?

E mudar de emprego? Na altura em que o meu pai começou a trabalhar, o único emprego que dava alguma estabilidade financeira era trabalhar para o estado. Já foi à muitos, muitos anos atrás. Não é com 40 anos que as pessoas mudam de emprego facilmente ...

Eu tenho a noção perfeita que isto das greves não leva a lado nenhum, e o estado até ganha com isto, de um certo modo, mas será que concordam assim tão cegamente com algumas medidas que o estado está a tomar? Polícias até aos 65 anos?

É que é tudo muito bonito, mas depois tem o meu pai que apanhar com cerca de 7000 pessoas para atender num balcão (é a média por funcionário). A maioria das pessoas não aguentava lá uma semana. Aliás, nem dois dias lá aguentavam ...

A ver se me faço entender ... Eu não sou de esquerda, não sou de direita, a política mete-me nojo. NOJO. Eu penso pela minha cabeça, não pelos ideias de um sindicato ou outra coisa qualquer ... E irrita-me profundamente que metam o governo num pedestal, porque supostamente está a levar o país para a frente e está a dar luta aos trabalhadores.

O problema, Carlos, é o que não aparece na televisão nem nos jornais. Esses é que são os verdadeiros problemas. Do maior cancro deste país, as câmaras, ninguém fala. Esses sim, são a corja do país. E era aí que o estado devia começar.

E a fuga ao fisco? Outro cancro do país. Mas da fuga ao fisco ninguém fala. E sabes, Carlos, porque ninguém fala disso? Porque toda a gente, excepto os funcionários do estado, foge ao fisco. Porque esses não podem fugir.

Porque é que ninguém fala de um dos maiores roubos ao estado, o esquema das bolsas nas universidades? Quem tem os pais funcionários públicos, mesmo que seja só um, e receba o salário mínimo, está fora das bolsas. Quem tem o pai empreiteiro, ou empresário de outra coisa qualquer, recebe 50 ou 60 contos de bolsa, porque o pai não ganha nada, porque nada declara ás finanças.

Mas estes assuntos não convêm a muita gente, e daí não se falar deles.

Desculpem lá a irritação ...

por Rui Moura a 10 Novembro 2006 - 18:42

@Rui
Rui, eu também tive família na função pública e é por isso que apoio muitas destas medidas, ora vamos lá ver:

Achas bem que o teu pai que tem de levar com 7000 pessoas/dia ganhe o mesmo que um tipo que está no Porto sentado o dia todo a coçar os grisos, só porque tem os dois o mesmo escalão? Eu não acho.

Achas bem que exista em alguns sítios do pais finanças com gente a mais, e que se o ministério os mandarem para a repartição do teu pai que tem gente a menos, estas pessoas podem dizem que não, e não vão mesmo, e nem são despedidas? Eu não, se estão a mais se não querem ir trabalhar para onde são precisas, RUA.

Achas bem que um professor, que é mau em tudo, receba o mesmo e progrida na carreira da mesma forma que um professor que é bom? Eu não, e olha que são estes, os maus, os primeiros a fazerem greve.

Rui, se eu te disser que ouvi da boca de um professor que dá aulas numa escola privada e numa escola pública, a dizer que as novas regras do ministério são as mesma que ele já cumpre no privado há alguns anos, e que mesmo assim ia fazer greve. Ora explica-me como é que esta pessoa aceita as regras no privado, mas no público já não. Estranho, não é?

Rui, na empresa onde vou prestando serviços, as canetas são as canetas que os fornecedores dão, o papel de rascunho é papel usado que serve esses propósitos, por isso no privado não é a maravilha que todos dizem, mas que todos fogem. É estranho não é? No privado é que é fixe, no público é que não, mas toda a gente quer ir para público.

por Um infiltrado a 10 Novembro 2006 - 19:15

Certíssimo
"Achas bem que o teu pai que tem de levar com 7000 pessoas/dia ganhe o mesmo que um tipo que está no Porto sentado o dia todo a coçar os grisos, só porque tem os dois o mesmo escalão? Eu não acho.

Achas bem que exista em alguns sítios do pais finanças com gente a mais, e que se o ministério os mandarem para a repartição do teu pai que tem gente a menos, estas pessoas podem dizem que não, e não vão mesmo, e nem são despedidas? Eu não, se estão a mais se não querem ir trabalhar para onde são precisas, RUA."

Não poderia concordar mais com isso. Mas não é isso que o estado faz. Não são essas medidas que eles tomam. Para o Estado só há uma media, que não dá trabalho nenhum, que é não aumentar salários, e aumentar os impostos. Mas será que isso chega?

por Rui Moura a 10 Novembro 2006 - 19:21

@Rui - 2
Rui, a greve de hoje era contra os supra numerários, ou lá como se chama a lista que o governo fez, com os funcionários que estavam a mais na função pública, era contra as novas regras da carreira de docente, e contra mais uma contas novas leis que o governo quer implementar, e claro lá pelo meio também era contra a congelação do salário. Mas a maioria estava a fazer greve por causa das novas regras que o governo quer implementar.

Já repararam que as páginas dos sindicatos nunca dizem os motivos da greve, apenas dizem que vão fazer greve contra o governo e contras as atitudes autoritárias do governo.

por Um infiltrado a 10 Novembro 2006 - 19:52

...
Sim, mas repara. Existem funcionários públicos a mais? Acredito que em muitos serviços seja verdade, aliás, sei que é verdade, mas em muitos outros existe é falta de funcionários, não funcionários a mais ... Tem que existir um equilibrio, e o governo só está interessado numa coisa. Despedir, dispensar, cortar nos gastos. Querem lá eles saber se os serviços funcionam bem ou mal ...
Tipo, existem tantos exemplos gritantes do desinteresse deles pelo bom funcionamento dos serviços que se lhes perde a conta, mas no entanto continuam a dar centenas de milhões de euros ás câmaras para estragarem ...
Enquanto não existir um equilíbrio de contenção de despesas, isto nunca vai ao sítio. Estar a por nas costas de uma parte da sociedade as contas do estado é errado.
Por acaso alguém aqui tem noção do estado em que se encontram as fugas ao fisco? Porque é precisamente por causa disso que o país não evolui. E olhem que não são os funcionários públicos que fogem ao fisco ... São centenas e centenas de milhões de contos que, simplesmente, não são declarados. Advogados, comerciantes, empresários dos mais variados ramos, construtores, etc, etc. É tudo a roubar ...
Eu não quero com isto desviar a conversa, nem pouco mais ou menos, até porque sei que a função pública está podre, em muitos sectores, mas focar só para este lado é que está mal.

por Rui Moura a 10 Novembro 2006 - 21:57

Greves
Eu não ía tão longe em privar o direito à greve, pois já houve casos em que era algo justo.

Simplesmente declarava duas medidas simples:

1) Greves são de Terça a Quinta, inclusivé, e desde que não haja feriado a uma Segunda ou Sexta;
2) É obrigatório que o grevista assine uma folha a provar a sua participação na greve;

Resolvia-se uma série de problemas...

por Mário Lopes a 11 Novembro 2006 - 01:28

Re: Greves
Mário, eu ainda adicionava que os grevistas tinham de estar na posto de trabalho mas não trabalhavam por estarem em greve. Quando o meu pai trabalhou nas minas em Espanha, os grevistas reunião-se em greve nos portões das minas durante o horário de trabalho e só no fim do horário é que iam para casa. Os únicos fura greves, e que eles apoiavam a furar eram os contratados. Isto passou-se entre 1965-1972.
por Um infiltrado a 11 Novembro 2006 - 19:44


Blogmaster
moi Tem 36 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 16 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Também conhecido como o responsável pelo ITJobs, o Destakes e o Usauto entre outras brincadeiras. De resto já bloga há uns 11 anos apesar de ter perdido parte da "vida" numa mudança de hosting provider. Algumas restias ainda por aí andam... ah, e o email de contacto está no footer.

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