Os novos notários As pessoas que são contra a privatização de alguns serviços do Estado, como é o caso recente do cartórios notariais (agora notários), nunca na vida devem ter feito uma escritura. Fiquei impressionado, simpatia, sala de reuniões xpto, plasma na parede com o contrato a passar enquanto era lido... e melhor que tudo, estes não fecham para greve.
Concordo contigo, menos com a parte dos "contractos" a passarem no plasma, eu preferia os contratos mas pronto, tu dizes que faz parte do charme, lá saberás.
O meu comentário tem a ver com a greve. Já não é o primeiro post em que demonstras uma certa irritação em relação às greves. Nunca fiz greve na vida, nem sou sindicalizada, e as greves em geral afectam-me tanto como a qualquer um dos mortais, mas a greve é uma forma de protesto. Deve ser usada com parcimónia, é um facto, mas se não incomodasse, não era uma greve. Explica-me lá, como é que protestas, em últimas instâncias, sem ser com greve? Não me refiro a pessoas como eu, refiro-me a pessoas que estão abrangidas por um contrato colectivo de trabalho, e que se não agirem colectivamente, não conseguem ver os seus direitos mínimos assegurados?
Eu percebo, há quem faça greve pelas razões erradas, e há quem faça greve sem ter qualquer razão, ou como primeira "arma" de negociação. Mas prefiro suportar algumas greves pindéricas, do que correr o risco de perder o direito a uma forma de protesto que demorou uns séculos a ser conquistada.
Nunca sentiste necessidade de fazer greve? Óptimo, eu também não, mas isso é apenas sinal de que somos privilegiados.
A minha mãe, com a minha idade, se quisesse fazer greve, não podia, e eu luto com todas as forças por manter os direitos que a minha mãe (e outras pessoas) conquistou, com sacrifícios, para que eu pudesse viver com mais liberdade.
Não faço greve porque não quero, não porque não possa. E essa diferença, para mim, é fundamental. por Mª João Nogueira a 15 Novembro 2006 - 23:43
Ver por outro lado!
Eu acho que ele não bem contra as greves, mas o motivo das mesmas. Ou seja, as regalias que tem a maior parte dos "grevistas recorrentes" quando comparados com outros.
Digo eu claro! Só ele poderá esclarecer! por José Carlos a 15 Novembro 2006 - 23:58
Greve
"Deve ser usada com parcimónia, é um facto, mas se não incomodasse, não era uma greve."
É, os funcionários que lançam as listas de colocações dos professores deviam meter greve nesse dia, os funcionários das finanças deviam meter greve no dia de pagamento de salários dos funcionários. Já alguma vez viste isto ? Não, quem é afectado são os outros que não tem nada a ver com as condições salariais deles.
"Explica-me lá, como é que protestas, em últimas instâncias, sem ser com greve?"
Venho-me embora. Se a razão do protesto é tão grande é sinal que a empresa não me quer lá. Tu quando vais ao teu chefe pedir um aumento e ele não te dá, fazes o quê ? Birra à frente dele ? Greve ? Não... engoles o sapo (passo a expressão) ou despedes-te... ok, ou fazes posts no blog.
Ah e tal, há quem não possa. E ?
"Nunca sentiste necessidade de fazer greve? Óptimo, eu também não, mas isso é apenas sinal de que somos privilegiados. "
Não é ter sentido necessidade de fazer greve... até posso ter tido, mas nunca o faria porque não lhe vejo vantagens.
"Não faço greve porque não quero, não porque não possa. E essa diferença, para mim, é fundamental."
Tens de conhecer melhor a lei da greve... tu não fazes greve quando queres. Fazes greve quando te autorizam a fazer.
ps: Voçês é que se divertem com os erros ortográficos, tenho de começar a dar gomas a quem os encontra e perde 5m a comentar-los. por Carlos Jorge Andrade a 16 Novembro 2006 - 00:14
sector privado ...
Para mim, um dos poucos inconvenientes das privatizações e do sector privado em geral é darem demasiada importância ao lucro, à eficácia do negócio, deixando muitas vezes para trás a qualidade. Não que seja o caso, que não conheço, mas há muitos casos assim.
E quando só o dinheiro interessa, a coisa normalmente pode correr mal, para o cidadão, claro ... Fora isso, tudo bem com as privatizações ... por Rui Moura a 16 Novembro 2006 - 01:37
Paradoxo
Rui,
Para mim isso não faz sentido. Se tens um empresa(ou já tiveste) poderás ter a noção disto. Não podes deixar de associar o lucro à qualidade do produto.
Não acredito que uma empresa que tenha um mau produto seja uma empresa de sucesso a longo prazo.
A concorrência(que só existe se as empresas forem privadas) leva sempre a uma maior qualidade de produto/serviço, caso contrário tens só uma entidade(pública) e se quiseres comes, se não deixas no prato, a qualidade é indiferente.
Eu até acho que resulta bem. Pelo menos aqui na zona..
Quando o patrão é o Estado, muitos funcionários não sentem a pressão de ter um patrão "privado", então entre fazer a coisa em 5min com alguma simpatia por vezes fazem em 10, 15 com os olhar virado para o chão e com uma atitude "eu faço o que bem entender... e meta-se a pau se não eu mando-o ir buscar o Impresso 51556469/B Anexo XPTO...".
No Privado até agora comportam-se como... um privado. Têm que garantir que representam bem a empresa para quem trabalham, caso contrário correm o risco de serem despedidos :)
Pena que algumas pessoas só trabalhem bem quando sentem a pressão de um patrão (a sério).
Rui: Pelas mesmas razões que disse acima, até acho que os Privados fazem com MAIS qualidade. Afinal se não o fizerem vamos ao notário do lado.. o que não convém nada. por Cláudio Franco a 16 Novembro 2006 - 09:35
privatizações ...
Eu não afirmei que o privado não tem melhores resultados. Porque tem. Agora existem casos em que o único objectivo é o lucro, deixando a qualidade para segundo plano ...
Não sei se conhecem, por exemplo, a questão das cantinas escolares. Antigamente as cantinas eram geridas pelas escolas. Agora andam por aí umas empresas que "alugam" a cantina para a explorar. A qualidade, está comprovado, desceu em todos os casos que isto aconteceu, com os alunos a queixarem-se constantemente que a comida era pouca, sem qualidade e o atendimento era muito mais fraco. Em vários pontos do país ...
São casos específicos, mas que mostram o perigo que por vezes o sector privado representa.
E alguns hospitais privatizados, que foram considerados os piores do país, em termos de queixas dos utentes, em termos de atendimento, etc, etc.
Isto é só para vos lembrar que nem tudo são rosas, e onde há casos de sucesso, também há fracassos gigantes.
Esse cliché do "no sector privado quem não garante a satisfação do cliente não tem sucesso" não é tão linear quanto parece ... por Rui Moura a 16 Novembro 2006 - 10:05
Greves ortográficas
Carlos, vamos (mais uma vez) concordar em discordar. Cheira-me que as nossas opiniões são tão diferentes, que não conseguimos aproximar-nos.
Quanto à ortografia, eu não comento os erros, e não os procuro. Mas encontro-os, quando leio os teus posts. Não comento a falar de um erro, ainda mais porque tu deixas claro, algures, que não é algo que te preocupe, e que até faz parte do charme. por Mª João Nogueira a 16 Novembro 2006 - 10:37
E privatizar as Alfandegas?
E privatizar os serviços alfandegários? Isso é que era, já estou farto daqueles senhores.
Não podia estar mais de acordo com a apreciação feita sobre os novos notários. Antes da privatização, havia quem tivesse que pagar a funcionários dos Cartórios para poder celebrar escrituras em dois ou três dias, pois caso contrário as mesmas só eram marcadas um mês após o pedido.
O atendimento era igual a qualquer repartição pública e por isso escuso de tecer qualquer comentário adicional. Agora, o atendimento é muito bom, afável, rápido e eficiente.
As instalações dos antigos Cartórios Públicos eram mediocres e pouco confortáveis, ao contrário do que agora se verifica em que mais parece que estamos a entrar numas instalações de um banco com a diferença de que nos cartórios não vamos ser "roubados".
Os preços por uma escritura eram igualmente mais caros dos que são agora praticados.
Enfim, não compreendo como é que ainda há alguém que se manifeste contra a privatização de alguns serviços que antes só estavam no poder do Estado.
Só o facto de termos mais rapidez e eficiência no serviço já era de aplaudir. Quanto mais se a isso se alia menos custos e melhor atendimento.
por Hugo Ramos a 27 Novembro 2006 - 17:03
Blogmaster
Tem 32 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 12 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Nos tempos livres vai tendo tempo para fazer umas brincadeiras, entre as quais o ITJobs o Lusocast o Hispanocast ou o Destakes
De resto já bloga há uns 7 anos apesar de ter perdido parte da "vida" numa mudança de hosting provider. Algumas restias ainda por aí andam... ah, e o email de contacto está no footer. Btw... job offers are welcome!
@celso for sure... hope they release an API for that :> 08, Sep - 02:09 god, google now has it's own freaking satellite 08, Sep - 01:09 The story behind Google Chrome - http://tinyurl.com/6bxgm7 08, Sep - 01:09 @celso wondering why the blog post still didn't "get in" 08, Sep - 01:09 wikisym starts at 8:30... give me a break :-( 08, Sep - 00:09 @suskind ou isso :) 07, Sep - 23:09 @ndantas isso é tão web 1.0... agora há galerias com thumbs ;) 07, Sep - 23:09 there's that linus/bill gates hollywood movie playing at that "mov" channel 07, Sep - 22:09
não chateiem com os erros de Português... "the bad spelling is part of the charm". ;-)
escusado será dizer que as opiniões aqui expressas são minhas e só minhas, e não de outros ou da empresa onde trabalho
qualquer outro bitaite... ramblings at karlus.net
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