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Março, 26 2008
Mais um site "remodelado"... Em Portugal isto é comum. Quando um site é remodelado tudo o que era link antigo deixa de funcionar. Não queremos saber se n pessoas em blogs ou sites nos linkaram ou se existem milhares de referências no Google (ou outro) para o nosso site. De um dia para outro, Bum!, deixam todos de funcionar porque mudamos de CMS e não quisemos saber de links antigos. No mínimo, o que podiam fazer era colocarem uma página do género "O link que procura já não existe, se quiser pesquisar essa notícia bla bla bla". Mas não... toma lá com um 404 Not Found em bruto. Deixar uma "versão de arquivo" nem que fosse estática apenas para suportar os links antigos também não seria má ideia e não custaria muito. Mas é mais do mesmo, o Expresso na última remodelação fez isso, a Meios&Publicidade fez isso... agora foi a vez do Correio da Manhã. Ah, e o feed RSS funciona ao menos ? Não, devolve um Active Server Pages error 'ASP 0126' há dias, apesar de o promoverem na nova homepage. Se quiserem um a funcionar, está aqui. Nice work Viatecla. Pior mesmo é o Correio da Manhã, apenas ultrapassado pelo Record, ser dos sites indexados pelo Destakes o que mais falha e ser dos mais lentos a responderem a pedidos. É que nota-se à larga, durante o dia 50% dos pedidos falham e os que resultam demoram uns largos segundos. Curiosamente, ambos os sites pertencem ao mesmo grupo e são geridos pelo mesmo CMS.
Março, 25 2008
How-to: Criar um bot MSN/Jabber Isto não é de todo um how-to, nem entra nos detalhes de como lidar com autorizações, remoções mensagens, roster, etc e tal. É apenas um mini relato (como prometido e para guardar links) de como implementar um bot para MSN (baseada na experiência do serviço de alertas IM do Destakes). Para Jabber não tem muito que saber, é um protocolo aberto e o que não faltam são libs para o fazer. MSN é outro filme... aqui fica a experiência por ordem de tentativas. POE::Component::Client::MSN Nesta caso valeu a pena para rever o POE. A última vez que lhe tinha tocado foi quando o Pedro Melo me "obrigou" a usar-lo para uma coisa no Mail.pt (já nem sei para que foi). Desta maneira ligamo-nos directamente aos servidores do MSN, funcionou tudo muito bem, mas morreu na praia. Se bem me lembro, não conseguia ver quem no roster (lista contactos) estava online, o que deita todo o resto por terra. A certa altura, se bem me lembro, já andava a ler páginas com a descrição do protocolo MSN. E depois, quem pegar neste módulo tem sempre de ultrapassar a learning curve do POE. :-/ Openfre IM Gateway Esta deveria ter sido a primeira escolha. Era óbvia, mas passou-me ao lado. Ao fim ao cabo, o servidor de Jabber do Destakes corre em cima de Openfire. Era instalar o plug-in, ligar lá o bot Jabber e ele passava a falar no MSN. Mesmo código, mesmas features. E foi, point and click... mas morreu na praia também. As autorizações de adição de contacto não chegavam ao outro lado e como é típico nestas "cenas open-source", o developer não tinha tempo para o remendar. PyMSNt Terceira tentativa, sugestão do Pedro Melo. Este gateway encaixa no Openfire, mas tem algumas dependências e foi aí que falhou. Mesmo fazendo upgrade para as últimas versões, inclusive ao Python, o gajo rebentava com uma excepção no Twisted quando tentava ligar-se aos servidores MSN. Foi azar (ou falta de jeito) porque o SAPO usa isto e não parece ter problemas de maior. Como a coisa é Python e nem com as últimas releases ia ao sítio, não lhe dei muito tempo, inclusive porque em conversa com o Delfim, ele saiu-se com uma solução menos trabalhosa (mal sabia eu). Outsourcing (e re-escrever o bot com o Net::XMPP2) A ideia passava por usar o servidor Jabber do SAPO (mais concretamente o transporte) para me ligar ao MSN. Na prática o que faria na solução anterior, mas usando um "servidor alheio" (acho que não se importam). :-> O problema foi quando me tentei ligar lá. O bot funcionava com o Openfire mas não com o servidor do SAPO. Resumia-se a parâmetros na ligação... mas que não tinham solução porque a lib que usei (a primeira que aparece quando se procura por XMPP no CPAN) é outdated e não acompanhou o protocolo, coisa que só descobri depois de lançar o serviço. Como funcionava, nunca liguei. Long story short, toca a re-escrever o bot com a Net::XMPP2. A maioria do código aproveitou-se, grande parte desapareceu (o script foi para metade das linhas) e... ligou-se. Na prática, é uma só instância que se liga aos dois servidores, e apesar do MSN o bot só fala XMPP(jabber), o gateway faz o resto. Para já tem corrido bem. Alguns soluços no início, mas agora parece estabilizado. Esta semana deverá chegar aos 200 contactos (tem 197 contactos com 352 alertas configurados). Hoje, se voltasse a fazer o mesmo, talvez tivesse experimentado a libpurple (descobri-a hoje). What is libpurple? libpurple is intended to be the core of an IM program. When using libpurple, you'll basically be writing a UI for this core chunk of code. Pidgin is a GTK+ frontend to libpurple, Finch is an ncurses frontend, and Adium is a Cocoa frontend. Para quem conhece, é a base do Adium, do Pidgin e do Meebo por exemplo. É escrita em C mas existem bindings para PHP e Perl por exemplo. Have fun. ps: btw, se vão criar um serviço de IM façam-no em Jabber, mas criem um MSN também. Jabber é aberto e tal, mas really... "ninguém o usa" e a diferença no volume de clientela nota-se.
Março, 24 2008
Editores nacionais contra o Google. Afinal quem são ? ![]() Por motivos óbvios, estou curioso com o desfecho desta iniciativa. Estou também especialmente curioso em saber quais são os "editores nacionais" que se vão associar ao processo judicial, e se em particular, o grupo Impresa o vai fazer. E digo a Impresa, não por motivos pessoais ou outros, mas por causa de dois factos que se calhar em tribunal ajudariam a posição do Google. A saber... 1) O (ex?) head of the European Publishers Council, Francisco Pinto Balsemão, presidente e dono da Impresa, grupo que detêm a Sic, Expresso, Visão, Exame é um ávido utilizador do Google News, como o próprio afirmou. Sabendo que há três anos dizia mal do Google News, o que dirá hoje ? 2) De todos os sites de imprensa da Impresa, o Expresso julgo ser o único que tem conteúdos fechados/pagos. As actualizações diárias são públicas, mas a edição semanal que é colocada online é apenas disponibilizada a assinantes pagos... ah, e ao Google. Sim, há uma "backdoor" para o Google entrar e indexar o conteúdo para que depois seja devolvido na pesquisa e o utilizador esbarre nos conteúdos pagos. Indexa lá tudo, mas usa-o só em coisas que a mim me dão jeito senão levas com um processo. Dá com uma mão, tira com a outra ? Just to prove my point, o caderno de Economia do fim de semana. O link premium para efeitos de demonstração é este. Casos particulares à parte, irão (finalmente, depois de tantas ameaças) os editores nacionais "morder a mão que os alimenta" ? Os espanhóis parecem divididos... "La decisión no es fácil porque, al mismo tiempo, los propietarios de los principales periódicos del país son conscientes de que una medida de este tipo podría frenar de forma notable el tráfico de las páginas webs de sus diarios online."
Março, 19 2008
Março, 18 2008
Março, 17 2008
Os alertas SMS grátis do Público ![]() O Público lançou um serviço de alertas por SMS para as suas notícias. Nada de novo, o Correio da Manhã tem isso há séculos. A diferença na "solução" do Público, para além da "activação" ter 10! passos, é dizerem que "permite receber gratuitamente mensagens de SMS". Digo "solução" (com aspas) porque a implementou em cima do conhecido Twitter, um site terceiro (ou dois se contarmos com o Twitterfeed) que não controla, nem nacional é (tudo em inglês), e que é conhecido por volta e meia estar em baixo. Mas isso até é o menos, o que me causa estranheza é o Público ter recorrido a uma funcionalidade extra de um site social externo para implementar um serviço. Não que isso não se faça, mas uma coisa destas encaixa melhor em cima de bloggers que querem anunciar posts novos, ou outros serviços/sites mais pequenos, de pouco volume, que não têm maneira de financiar uma funcionalidade destas. No caso, certamente não foi pela complexidade técnica, a coisa é brainless, por isso suponho que tenha sido pelos SMSs grátis. Sim, um jornal nacional que pertence ao grupo onde também gravita o 3º operador móvel nacional, foi desenrascar um serviço de alertas SMS a um site social estrangeiro. Tudo bem que o Público nunca tenha dado lucro, e colocar as notícias no Twitter ou no Youtube ou outro site social até seja boa ideia, mas o Público recorrer aos SMSs de borla do Twitter para montar um "serviço gratuito de alertas de notícias via SMS", a mim, no mínimo, soa-me a pelintra. Pior, o serviço é incompleto. O Público refere que envia para o Twitter "tudo o que é publicado" no site. Pelas contas do Destakes (que indexa o Público), a título de exemplo, na semana de 9 a 15 de Março o Público publicou mais de 450 notícias. Na prática (e a mim não me faz sentido, eu preferiria receber alertas de apenas determinadas categorias ou termos) um indivíduo receberia 450 SMSs numa semana! Um exagero para alguns. Mas nem isso é verdade, porque (e isto não sei se o Público sabe) o Twitter para utilizadores fora dos Estados Unidos só envia 250 SMSs por semana. Ou seja, a meio da semana os alertas param, o serviço deixa de funcionar (se é que o Twitter faz o que diz). E nem estou a somar os alertas dos outros amigos que tenhamos no Twitter e de quem também recebemos alertas, porque então aí a coisa pára antes. O novo slogan do operador móvel do grupo, "O que é que precisas ?", aplicado a esta situação teria uma resposta certa do Público... "SMSs à pala, porque isto assim não dá!". ;-)
Março, 14 2008
Cenas a pilhas Nunca quis cenas de uso intensivo a pilhas... acabam, duram pouco, fica caro (a não ser que se ande de carregador e pilhas atrás). Nunca comprei nenhum gadget a pilhas, fosse ele cámara, leitor mp3, etc. Sempre preferi pagar extra em troca da comodidade. Este ano, em Janeiro, cedi, e comprei um teclado e um rato Apple bluetooth... a pilhas. Impecáveis (mais o teclado), mas o rato já comeu as duas pilhas. Duraram mês e meio. Tou lixado.
O preço dos anúncios ![]() Dois anúncios por €200 ? E está com um desconto de 44% ? E sem IVA ? Não admira que as recrutadoras do grupo (PT PRO, PROSHARE) venham aqui ao site do tanso (porque são cobra) colocar ofertas. Com estes preços. Um quarto de página no caderno de emprego do Expresso fica por €1500, mas valores destes para o online (não fazia ideia de quanto o Superemprego cobrava) também assustam, mesmo com a exposição do portal. Tanto assustam que se fartam de fazer promoções... mas também é certo que o portal está cheio de anúncios. Não sei, se calhar sou eu que estou fora dos valores do mercado.
Março, 11 2008
"O clima de temor e ameaça instalado..." No meio desta guerra toda há claro, muita desinformação. O que interessa é mesmo isso, a confusão, dizer que determinadas coisas são assim ou assado, em tom de drama, quando na realidade não o são de todo. E quando desmascaradas... elevar o tom do drama. Há dias no programa Prós e Contras um professor de matemática da Trofa, levantou-se para afirmar que um inspector do Ministério o tinha aconselhado/coagido a não dar negativas. Que era para não haver negativas. A Ministra (no programa) achou estranho, disse que não era essa a política do Ministério, e que se de facto isso aconteceu o inspector errou e desafiou o professor a denunciar o inspector para se averiguar o que se passou porque era realmente grave. Vem-se agora a saber (pelo mesmo programa) que o professor resolveu "corrigir a sua intervenção, desmentindo o que havia afirmado". "Fátima Campos Ferreira aproveitou ainda o Prós e Contras para explicar que um dos professores presentes no programa da passada segunda-feira terá «enviado à DREN [Direcção Regional de Educação do Norte] uma carta» para retirar algumas das afirmações que fez no debate. O professor, que tinha afirmado ter ouvido de um inspector recomendações para não dar notas negativas aos seus alunos, terá, de acordo com a informação recolhida por Fátima Campos Ferreira, retirado estas declarações, «por terem sido feitas a quente» e por não se rever nelas depois de as repensar «mais friamente»." fonte: Sol Resumindo, inventou. O que dizem alguns ? Bem, ele não mentiu, isto é consequência "de uma maioria absoluta e do clima de temor e ameaça instalado que, remove qualquer hipótese de opinião pessoal". Assustador! O professor veio então desmentir o que disse porque foi chamado à PIDE. Basta ver que ainda hoje alguém deixou um comentário aqui no blog onde *ainda* volta a referir este caso, ignorando (ou não) que o mesmo já foi desmentido. É o diz que disse, é a confusão... isso é que interessa.
Março, 10 2008
"Ser sindicalista não é profissão" ![]() A citação é de Mário Nogueira, dirigente da Fenprof, e que marcou a manifestação de professores em Lisboa este fim de semana. Ora, se ser sindicalista não é profissão, o que faz então Mário Nogueira ? É professor do primeiro ciclo do ensino básico. Um detalhe apenas... não dá aulas há "17 ou 18 anos". Claro, é a diferença entre ser o sindicato a pagar o ordenado, ou o estado (nós) a pagarmos, para ele estar full time como sindicalista. Logo, como ele bem o diz, ser sindicalista não é profissão, porque ele ganha como professor do primeiro ciclo... não dá é aulas, prefere organizar excursões e mandar fazer bandeiras. "Em 2005, o Estado gastou cerca de 20 milhões de euros com os 1327 professores sindicalistas a tempo inteiro que não davam aulas. O número foi revelado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, no decorrer de um debate na Assembleia da República. Já este ano (2006), a redução do número de activistas para 450 indicia uma poupança de cerca de nove milhões. A nova diminuição, agora para 300, permitirá, a partir do próximo ano, baixar a despesa para sete milhões de euros, ou seja, menos 13 milhões do que no ano passado. " in Correio da Manhã
Março, 9 2008
Março, 7 2008
Como será avaliado o professor do seu filho De que forma a avaliação condiciona o ritmo de progressão na carreira? As classificações obtidas pelo docente durante o processo de avaliação de desempenho vão influenciar directamente o ritmo com que pode atingir o escalão seguinte. Assim:
Por isso é que os "malandros" não querem ser avaliados.
Março, 4 2008
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não chateiem com os erros de Português... "the bad spelling is part of the charm". ;-) escusado será dizer que as opiniões aqui expressas são minhas e só minhas, e não de outros qualquer outro bitaite... ramblings at karlus.net não, não é powered by MovableType ou Wordpress, é powered by código meu em PHP O conteúdo deste site não poderá ser utilizado sem a sua autorização expressa. As imagens nele contidas são propriedade dos respectivos autores. |