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Março, 7 2008
Sexta-feira

Como será avaliado o professor do seu filho
De que forma a avaliação condiciona o ritmo de progressão na carreira?

As classificações obtidas pelo docente durante o processo de avaliação de desempenho vão influenciar directamente o ritmo com que pode atingir o escalão seguinte. Assim:

  • Dois "excelentes" consecutivos: redução de um ano para o acesso ao próximo escalão, o que significa uma redução de cerca de quatro anos para atingir a categoria de titular;
  • Dois "muito bons" consecutivos: redução de seis meses para acesso ao escalão seguinte, o que equivale a uma diminuição em cerca de dois anos do tempo para atingir a categoria de professor titular;
  • Com "bom": o tempo de serviço é contado de forma normal;
  • Com "regular": o tempo de serviço não é contado
  • Com "insuficiente": depois de dois anos consecutivos com essa avaliação, ou três interpolados, o professor passa à reclassificação.
in Como será avaliado o professor do seu filho?

Por isso é que os "malandros" não querem ser avaliados.
Hora  7 Março 2008 - 14:32   Comentários 19 Comentário(s)    

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Comentários - Comentar ?

O problema são as quotas!
As quotas é que são o problema. Independentemente do mérito haverá sempre professores impossibilitados de aceder aos escalões superiores por quotas arbitrariamente definidas.

"Quanto menos sabemos sobre um assunto, mais certezas temos."

por Miguel a 7 Março 2008 - 16:24

Quais quotas?
@Miguel - poderias explicar-me o que são as quotas? Realmente o governo devia ir por quotas, começando por reduzir para em 90% as vagas para ensino.

"Quanto menos fazemos, menos queremos fazer."

por Paulo Pires a 7 Março 2008 - 17:05

No comments
Parece que não posso comentar mais. O endereço que uso foi bloqueado independentemente do conteúdo do comentário. Bye.
por Miguel a 7 Março 2008 - 17:19

Mas qual é o problema?
Segundo o que é transcrito aqui e sabendo que não existem quotas para a classificação de "bom", qual é mesmo o problema?

Que o tempo para estes seja "contado de forma normal"?

E depois há gente que vai dizendo que devíamos viver numa meritocracia...

por Ricardo Cardoso a 7 Março 2008 - 17:26

O mesmo de sempre
Criticam e depois fogem. Em todo o lado faz sentido haver limitações.
Nas forças armadas todos chegam a general ou almirante?
Numa empresa todos chegam a chefe?
Então porque é que os professores hão-de chegar todos ao topo da carreira?

por Miguel T a 7 Março 2008 - 17:33

Avaliação
Faz todo o sentido que os "malandros" sejam avaliados.
NÃO FAZ SENTIDO NENHUM que um dos aspectos da avaliação, pequeno ou grande, seja as notas dos seus próprios alunos.
Não passa pela cabeça de ninguém dizer numa instituição ou empresa que este ano só pode haver duas pessoas que fazem um trabalho excelente ou três que fazem um trabalho muito bom.
A primeira é notoriamente uma estratégia para aumentar os números a qualquer custo nos gráficos na área da educação, correspondam ou não à verdade.
A segunda é demagógica e o que vai fazer é simplesmente com que os professores desistam à partida quando começarem a ver que mesmo que se esforcem muito nunca poderá haver este tipo de avaliações para todos aqueles que o mereçam.
Avaliação é algo que o ensino precisa há muito, mas este tipo de avaliação é simplesmente execrável.
(Disclaimer: eu não sou professora)

por Paula a 7 Março 2008 - 19:30

O meu ponto de vista
o problema é que ao haver cotas e segundo está na lei, não podes pedir reapreciação de notas em termos de comparação, ou seja, se tu fores melhor do que um professor que teve muito bom ou excelente e tu só tiveste bom, não podes argumentar de que és melhor do que ele e que por isso tb merecias o muito bom ou o excelente. não nos vamos armar em totós e como já se sabe havendo cotas e com esta limitação no protesto, só algumas pessoas é que vão ter muito bom e excelente, e essas pessoas já se sabe quem são.

Outro problema é que se queres chegar a muito bom ou excelente, tens de andar sempre a preencher muita papelada, mesmo muita, isto vai-te consumir tempo que deveria ser empregue para o planeamento de aulas ou em formação pessoal, logo serias melhor professor assim serás melhor burocrata.

Os professores não estão contra a avaliação, mas sim contra a burocracia, contra as cotas, contra as limitações que são impostas aquando do pedido de reapreciação da nota. Como exemplo o antigo sistema só permitia que tivesses muito bom ou excelente se fosses avaliado por uma comissão externa, coisa que não acontece no actual modelo.

os professores também estão contra a avaliação neste ano lectivo que já está acabar, a ser implementado deveria ser no próximo ano, para que os executivos pudessem preparar a avaliação do próximo ano com tempo e não há pressa como está a ser preparada.

Eu não me importo de ser avaliado pelos pais dos meus alunos, mas importo-me de ser avaliado por um pai/mãe que não quer saber se o filho estuda ou não, que não aparece nas reuniões de pais.

O pessoal fala muito, mas não sabe o que se passa dentro do sistema de ensino, não sabe o que diz o estatuto do estudante leiam-no e depois digam alguma coisa, como queria ser estudante hoje.

Neste momento estou a dar aulas, quer eu tenha muito bom, bom ou excelente, não vou progredir na carreira sabem porque porque sou professor contratado e não tenho a profissionalização, querem saber que mais faço o mesmo e ganho menos. De horário tenho 26 horas a serem cumpridas na escola, mas ninguém fala nas outras 10 ou mais que faço por semana a preparar aulas e fichas, a corrigir testes e fichas, e claro de volta da burocracia que é mais do que muita.

por Marco Batista a 7 Março 2008 - 19:45

?
Paula, não compreendo. Existem quotas em _todos_ os sectores, públicos e privados. É óbvio que mesmo que todos se esforcem existirão uns que subirão na carreira e outros que não. Porquê que a carreira de professores deverá ser diferente?

Quanto à avaliação dos alunos, 4 em 50 é um valor irrisório e é sempre importante. Há uma enorme diferença entre um professor que os seus alunos se esforçem e estudem e os que não o fazem com tanta eficácia.

por Mário Lopes a 7 Março 2008 - 19:46

Quotas
Mário, achas lógico que numa empresa te digam que uma das regras é em todo o universo de trabalhadores só pode haver uma pessoa com uma avaliação de excelente e duas com avaliação de muito bom, mesmo que hajam outras? Eu não acho.
Eu até posso admitir que internamente a avaliação seja feita assim, mas não acredito que numa empresa que saiba gerir os seus recursos humanos o façam.

Também acho que uma nota de excelente deveria ser dada apenas a quem o merecer e sabemos bem que isso não funciona exactamente assim.
Não é possível todos serem excelentes, mas isso não pode estar dependente de uma quota, ams de uma avaliação séria.
O problema das quotas nem são elas em si mesmo, o problema das quotas é que elas vão somente incutir nos professores que não vale a pena esforçar-se para o muito bom ou o excelente. E isso é péssimo.

Quanto à tua intervenção sobre as notas dos alunos, a tua frase não faz sentido gramaticalmente, pelo que não consegui perceber o que queres dizer.

por paula a 7 Março 2008 - 20:09

re:?
@Mário: venham de lá as cotas, mas a avaliação dos excelente e dos muito bons, tem de ser feitas por alguém exterior há escola. Algo do género a escola propõe as pessoas e depois alguém externo há escola dá a nota.

A questão da avaliação dos alunos é simples, se um colega teu atribuir só positivas para trabalhar para a cota, tu vais fazer o mesmo, para estares em pé de igualdade. Este ponto vai acabar com um sistema de ensino de qualidade. Mas é isso que o governo quer, o governo não quer ter uma estatística baixa a nível internacional no ponto de aprovação dos alunos.

por Marco Batista a 7 Março 2008 - 20:13

mais um ponto
Já descobri porque evito comentar neste blog: é o do email :-P

Há professores que para poderem dar a hipótese aos seus alunos de participarem num projecto têm de preencher candidaturas de 60 folhas.
Os professores fazem mais trabalho administrativo que educativo.

Mas há ainda outro ponto:
Na maior parte dos casos, são os professores que mais tempo passam com as nossas crianças e jovens.
São estas pessoas revoltadas, desesperadas, com famílias de fim-de-semana ou encontro mensal porque a mulher está numa escola no POrto e o marido numa escola em Faro, com medo d elevantarem a voz a um aluno, com medo de levarem pancada de um pai, são estas pessoas que estão a educar as nossas crianças e jovens.
Eu não tenho filhos, mas se tivesse estaria bastante preocupada. Vocês não?

por Paula a 7 Março 2008 - 20:20

Porque razão um professor que faz o médio deve ser valorizado?
Assumindo que as capacidades humanas têm distribuição normal (e têm!), porque razão aqueles que têm um desempenho médio (que é o bom numa escala ordinal discreta de 1 a 5, insuficiente a excelência)devem progredir mais depressa do que é considerado normal?

Se só se trabalha das 9 às 5h (e não trabalham porque eu também andei na escola e furos, tardes e manhãs livres eram mato nos horários dos professores) acham que devem estar em pé de igualdade com aqueles que dedicam o seu tempo livre a actualizarem-se e a fazer outro tipo de preparação? Se, por exemplo, um médico chegar a casa todos os dias e ficar a ver televisão em vez de estudar e actualizar-se, em 5 anos perde quase a capacidade de trabalhar segundo o estado da arte... e em muitas outras profissões é o mesmo. E não pagam isso como horas extra-ordinárias, obviamente...

por Ricardo Cardoso a 7 Março 2008 - 20:51

re: Porque razão um professor que faz o médio deve ser valorizado?
@Ricardo:

"Se só se trabalha das 9 às 5h (e não trabalham porque eu também andei na escola e furos, tardes e manhãs livres eram mato nos horários dos professores) acham que devem estar em pé de igualdade com aqueles que dedicam o seu tempo livre a actualizarem-se e a fazer outro tipo de preparação?"

Das 9h às 5? Era bom, 8:20 e em algumas escolas 8:10 e quando não dás aulas até as 6:30, sem falar das reuniões até às tantas. Furos tb já não existem, as nova lei que prevê as faltas foi mudada, e ainda bem, posso dizer que a maioria está a favor desta nova lei. Como já disse é pena que ninguém fale das noites que se perdem a corrigir testes e a preparar aulas. E como diz a Paula e muito bem se eu quiser participar com os miúdos num projecto, tenho de fazer um relatório com custo e a justificar o porquê do projecto, no final mais um relatório a descrever o que aconteceu na execução do projecto, mais relatório com a avaliação dos miúdos, mais relatório de custos, é claro que não é assim em muitas escolas, mas noutras é pior.

Deves estar-te a esquecer que um funcionário público normal assim como um trabalhador normal faz o seu horário normal, vai para casa e está tudo bem, por vezes lá faz horas extras pagas ou não. No caso dos professores não, tem o horário de aulas com furos ou não + aulas de reposição + participação numa actividade qualquer da escola (que pede relatório) + apoio tutorial (quando necessário que pede relatório). E depois preparar aulas (não deves saber o que é isso, eu tb não sabia até ter de preparar), e volto à carga com preparar fichas testes correcções e depois corrigir. Isto tudo leva muito tempo. Eu gostava de ir a muitos workshops/conferências para me actualizar, mas não posso, porque se falto tenho de preparar a aula com antecedência para outro professor dar a aula (n deve existir buracos nos horários do miúdos), já para não dizer que conta como falta. No final podes ter a certeza que sobra muito pouco tempo e esse pouco tempo queres passar com os teus filhos, familiares, amigos. Mas o normal é ficares em casa a descansar porque um dos putos decidiu dar-te cabo da cabeça e tu não podes fazer nada (na lei do estatuto do estudante).

por Marco Batista a 7 Março 2008 - 22:08

Re:Porque razão um professor que faz o médio deve ser valorizado?
Ao de leve.... um exemplo ao acaso, mas que pode ser paradigmático:
Turmas: 5
Alunos: 5*27= 135 ( então não eram só 9?? ando a trabalhar com os alunos de alguém!!!!)
Testes preparar: 5*2* 3 períodos=15 * 2 horas = 30 horas
Testes para para corrigir: 10*27*3*30 m (na melhor das hipóteses e para ter um valor, depende da disciplina) =405 horas
Conselhos de turma período: 3 * 5 * 3* 2horas= 90h
Reuniões de departamento período = 4 * 3 *3horas = 36 horas

Assim por alto e se a coisa correr bem já vai em: 556 horas

Horas na escola por semana obrigatórias: 26. Dúvido que haja algum professor que fique menos de 30, mas cada um fale por si.

Horas de preparação de aulas: quem as conta...
Horas de preparação de projectos e actividades extra aula: pois pois noite dentro.

Horas de actualização: Sempre que posso e mais ainda, afinal o meu caso é informática, e não posso chegar a casa e sentar no sofá a ver futebol... sabe!? o meu estado da arte tb não espera.
E alguém se esqueceu que com todo o parque informático deveria haver recursos humanos de assistência...tuod muito lindo na televisão, mas depois lá anda o bombeiro!! Assim os professores de informática batam o pé e deixem de fazer a carolice de carregar com toda a informática das escolas (que agora já tudo pensa que é nossa obrigação), recebendo um só salário quando fazem dois serviços, e era ver toda a afamada tecnologia nas escolas a derrapar... ou pensam que arranjavam logo dinheiro para técnicos a toda a hora!!!???

Horas de Formação: noite e fim-de-semana, também, porque afinal já lá meto o resto.

Tempos mortos....furos!? Anyone

No fim das contas... nem 22 dias úteis de férias tenho. As quais aproveito para actualizar o "estado da arte" e afins


Quanto à avaliação.... só me resta dizer:

A ignorância é mesmo muito atrevida!



por JedGuerra a 7 Março 2008 - 22:52

Sobrecarregados, até podem ser, mas não com esse exemplo....
Ninguém falou em 9 alunos, também só faltava mais essa...
Agora umas pequenas contas:
Dividindo as 561 horas horas "extra" pelas típicas 48 horas semanais de trabalho (retirando os tais 22 dias de férias) temos 11,7 horas por semana.
Somando isto às tais 26 horas que têm que estar obrigatoriamente por semana na escola teríamos 37.6 horas semanais... não me parece propriamente escandaloso visto que o horário base de qualquer trabalhador a full-time varia entre as 35 e as 42h, dependendo um pouco dos regimes.
É verdade que não são 48 semanas efectivas de trabalho porque ainda há uns feriados pelo meio que não podem contar como horário laboral normal, mas as 36 horas passadas na escola também não são muitas vezes todas em aulas.
Quanto ao trabalho extra, que não é da competência dos professores, acho muito bem que se recusem a fazer. Ponto final, cada um faz para o que lhe pagam e só faz mais se quiser. Claro que o envolvimento extra deve ser recompensado, lá está, na avaliação.

por Ricardo Cardoso a 7 Março 2008 - 23:20

Re:Sobrecarregados, até podem ser, mas não com esse exemplo....
Ainda bem que proferiu esse comentário em relação à ridícula forma como alguém com responsabilidades atribui o nº médio de alunos por professor em Portugal! Como se a relação professor por aluno pudesse ser analisada numa simples média aritmética.

Quanto às sua contas, aqui digo o seguinte:
Que o meu pretenso fraco exemplo ou falta de minúcia nos itens referidos sirvam de pretexto para outros voos, mas...
embora seja um exemplo médio, a sua explicação vem exactamente dar razão aos meus argumentos!!! E porquê?
Porque a isso pode somar as horas de preparação de aulas, que eu não quantifiquei, as horas de preparação e projectos extra e pode ter a certeza que ultrapassa e muito o tal valor de 48 horas semanais que referiu....

Já nem falo dos restantes aspectos que referi, mas não quantifiquei!

E se por aí vamos, que dizer de a maior parte das reuniões e trabalhos de projectos serem em horas pós-laboral... pois pois!!

Mas não é o medo ao trabalho que me move, mas sim a vontade de rebater alguns argumentos resultantes da desinformação.

Competência dos professores!!! Gostei do argumento... e concordo totalmente.
No entanto a realidade é tão diferente, e por mais que esteja escrito a verdade é que se qualquer professor fizesse, SÓ e APENAS SÓ o que a nível estatuto é da sua competência, posso garantir-lhe que as escolas deste país simplesmente não funcionavam. Era a essa carolice que se referia um professor presente no programa prós e contras e que tão subtilmente foi mal interpretado pela apresentadora.

Volto à avaliação...

O PROTESTO NÃO É CONTRA A AVALIAÇÃO, É CONTRA ESTE MODELO E COMO ESTÁ A SER IMPLEMENTADO.
NEM A OPOSIÇÃO A ESTE MODELO SE RESUME ÚNICAMENTE A QUOTAS OU PROGRESSÃO NA CARREIRA.

Para que o "calor do momento" evite que me "retrate" apenas por ser frontal e não por mentir, aconselho a leitura atenta deste documento que subscrevo plenamente:

http://profsmovimento.blogspot.com/


por Jedguerra a 8 Março 2008 - 00:25

Enfim
Um problema de muitas categorias de funcionários públicos, enquanto grupos (sindicatos, classe,etc) e não individualmente, é que defendem tudo na perspectiva, embora pouco explicita, que as instituições servem para lhes dar emprego. O mesmo
problema tenho constatado nos últimos anos no Ensino Superior onde temos lutado, na minha faculdade, por melhores condições de Ensino e melhores processos pedagógicos. Depois, quando dá jeito, falam do impacto negativo que as reformas têm no serviço por si prestado.
Ninguém é obrigado no plano fundamental em manter a mesma carreira, ou manter o mesmo empregador. O grande problema é que a maioria dos professores não tem, na prática, alternativa. Isto porque a sua formação é apenas muito marginalmente útil fora da escola e, no sector privado, para além de não haverem vagas suficientes o trabalho é muitas vezes ainda mais precário.
Muitos escolheram a carreira de docente por vocação. Outros porque há vários anos atrás a carreira parecia bastante atractiva. Nos últimos anos muitos foram para aí porque não dava para entrar em mais lado nenhum, e o que interessa é ganhar o canudo. Não venham com coisas que a culpa é do governo porque as vagas eram desproporcionalmente elevadas porque quem fez a matrícula estava, esperemos, na plena posse das suas competências.
Todas as carreiras têm características próprias, exigências específicas, etc. Preparar aulas é só uma delas. E após uns anos, excepto casos muito específicos, duvido que demorem muito tempo a rever as aulas de um ano para o outro e o mesmo a fazer exames...
A verdade é que a sociedade civil não é muito favorável à classe dos professores. Porque durante muitos anos tiveram os seus filhos na escola ou estiveram eles próprios aulas. E durante esses anos viram exemplos de péssimos professores na carreira, muitos com comportamentos de responsabilidade profissional muito questionáveis. Eu tive uma professora que faltavam sistematicamente às aulas, sobretudo há das 8 da manhã mas depois ia assinar o ponto. Uma professora primária que me proibiu de escrever com a mão esquerda (eu sou canhoto) e depois de a minha mãe lá ter ido queixar-se ela aceitou que eu escrevesse com a mão esquerda no meu lugar mas que no quadro tinha que escrever com a direita "porque lhe fazia impressão". A mesma professora batia-nos não com uma régua mas com daqueles estojos de madeira nas mãos quando "nos portávamos mal". Não foi assim há tanto tempo, tenho 24 anos. Erros técnicos também iam ocorrendo vários, nomeadamente uma professora de Ciências da Terra e da Vida que teimou qualquer coisa com o um golfinho/baleia era um peixe ou que um tubarão era um mamífero, não me lembro bem. E os professores que davam aulas medíocres mas depois eram extremosos explicadores? E o dinheiro todo limpo de impostos que ganhavam por terem tantos explicandos? Se calhar era porque os colegas davam boas aulas, não?
É por isso que a sociedade civil não aceita estes protestos e as próprias associações de pais estão pela reforma. E a escola serve para formar os seus, filhos, pelos menos assim o acho.
A avaliação para os professores é em regra mais favorável que a dos restantes funcionários públicos, e ainda se queixam disso, enfim.
Para finalizar, o que diz Vital Moreira:
"Como prova a experiência politica, raramente os próprios profissionais de um sector podem ser agentes de reforma desse sector. Normalmente, são agentes de conservação, e de reacção."
http://causa-nossa.blogspot.com/2008/02/experincia.html

por Ricardo Cardoso a 8 Março 2008 - 14:08

Português
Ricardo, espero que não seja professor de português...
por a 9 Março 2008 - 13:36

Não sou professor de Português...
... mas também não sou anónimo.

Estranhamente obtive a melhor classificação da minha escola no Exame Nacional de Português B...

por Ricardo Cardoso a 9 Março 2008 - 14:01


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moi Tem 34 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 14 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Também conhecido como o responsável pelo ITJobs e o Destakes entre outras brincadeiras. De resto já bloga há uns 9 anos apesar de ter perdido parte da "vida" numa mudança de hosting provider. Algumas restias ainda por aí andam... ah, e o email de contacto está no footer.

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