O Público lançou um serviço de alertas por SMS para as suas notícias. Nada de novo, o Correio da Manhã tem isso há séculos. A diferença na "solução" do Público, para além da "activação" ter 10! passos, é dizerem que "permite receber gratuitamente mensagens de SMS".
Digo "solução" (com aspas) porque a implementou em cima do conhecido Twitter, um site terceiro (ou dois se contarmos com o Twitterfeed) que não controla, nem nacional é (tudo em inglês), e que é conhecido por volta e meia estar em baixo.
Mas isso até é o menos, o que me causa estranheza é o Público ter recorrido a uma funcionalidade extra de um site social externo para implementar um serviço. Não que isso não se faça, mas uma coisa destas encaixa melhor em cima de bloggers que querem anunciar posts novos, ou outros serviços/sites mais pequenos, de pouco volume, que não têm maneira de financiar uma funcionalidade destas.
No caso, certamente não foi pela complexidade técnica, a coisa é brainless, por isso suponho que tenha sido pelos SMSs grátis. Sim, um jornal nacional que pertence ao grupo onde também gravita o 3º operador móvel nacional, foi desenrascar um serviço de alertas SMS a um site social estrangeiro.
Tudo bem que o Público nunca tenha dado lucro, e colocar as notícias no Twitter ou no Youtube ou outro site social até seja boa ideia, mas o Público recorrer aos SMSs de borla do Twitter para montar um "serviço gratuito de alertas de notícias via SMS", a mim, no mínimo, soa-me a pelintra.
Pior, o serviço é incompleto.
O Público refere que envia para o Twitter "tudo o que é publicado" no site. Pelas contas do Destakes (que indexa o Público), a título de exemplo, na semana de 9 a 15 de Março o Público publicou mais de 450 notícias.
Na prática (e a mim não me faz sentido, eu preferiria receber alertas de apenas determinadas categorias ou termos) um indivíduo receberia 450 SMSs numa semana! Um exagero para alguns. Mas nem isso é verdade, porque (e isto não sei se o Público sabe) o Twitter para utilizadores fora dos Estados Unidos só envia 250 SMSs por semana. Ou seja, a meio da semana os alertas param, o serviço deixa de funcionar (se é que o Twitter faz o que diz). E nem estou a somar os alertas dos outros amigos que tenhamos no Twitter e de quem também recebemos alertas, porque então aí a coisa pára antes.
O novo slogan do operador móvel do grupo, "O que é que precisas ?", aplicado a esta situação teria uma resposta certa do Público... "SMSs à pala, porque isto assim não dá!". ;-)
Nós fazemos o mesmo nos bv canas de senhorim já há algum tempo http://bvcanas.com & http://twitter.com/bvcanas
No entanto não é 100% fiável mas como é de borla :) por Pedro a 17 Março 2008 - 05:42
É verdade...
...The New York Times, Reuters, BBC, CNN, El País, Financial Times, Público, e mais para aí uns mil. Tudo uma grande corja que não percebe nada disto e cria contas para SMS gratuitos no Twitter. No fundo, aproveitadores de um serviço para "serviços/sites mais pequenos, de pouco volume, que não têm maneira de financiar uma funcionalidade destas". Cambada de ignorantes e "pelintras" é o que é! por António Granado a 18 Março 2008 - 00:49
Exemplos
António,
Vamos por partes...
* Serviço deficiente.
O serviço de SMS que o Público promove e que tecnicamente pendurou em cima do Twitter está limitado ao envio de 250 SMSs por semana para Portugal, o Público por semana publica mais notícias que essas, o que faz com que Público envie (por alto) metade das notificações SMS com que se comprometeu com o utilizador. Logo, o serviço grátis de SMSs do Público, pendurado no Twitter, é deficiente e incompleto. Nega isto ?
* Os outros.
Deu vários exemplos de jornais e afirmou que todos criam "contas para SMS gratuitos no Twitter". Engana-se.
Uma coisa é criar contas no Twitter para publicação das notícias, e se ler o meu post, verá que eu até disse que era uma boa prática. Nisso estamos de acordo. Mas engana-se redondamente em relação ao que aqui se fala... alertas via SMS. É isso que o Público promove na homepage, ensina a configurar e é esse o alvo do meu post.
Todos os exemplos que refere, têm serviços *autónomos* de alertas por SMS, que funcionam, e que ao contrário do Público não são assegurados pelo Twitter de forma limitada. Deixo-lhe o link para todos eles para não voltar a meter a pata na poça. Repare que nas páginas respectivas do serviço, nenhum fala ou promove o Twitter (apesar de lá terem contas).
Compare-os com o serviço "às costas do Twitter" do Público e diga lá de todos qual é o que parece mais "pelintra".
Pense na coisa de maneira diferente... o Twitter amanhã por dificuldades financeiras (ou porque simplesmente lhe deu na bolha) resolve suspender a funcionalidade de SMSs. Adivinhe de todos os jornais que referiu, qual é o que fica sem serviço porque quis poupar uns trocos e resolver a coisa num fim de semana. por Carlos Jorge Andrade a 18 Março 2008 - 01:35
Blogmaster
Tem 36 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 16 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Também conhecido como o responsável pelo ITJobs, o Destakes e o Usauto entre outras brincadeiras.
De resto já bloga há uns 11 anos apesar de ter perdido parte da "vida" numa mudança de hosting provider. Algumas restias ainda por aí andam... ah, e o email de contacto está no footer.
não chateiem com os erros de Português... "the bad spelling is part of the charm". ;-)
escusado será dizer que as opiniões aqui expressas são minhas e só minhas, e não de outros ou da empresa onde trabalho
qualquer outro bitaite... ramblings at karlus.net
não, não é powered by MovableType
ou Wordpress, é powered by código meu em PHP
O conteúdo deste site não poderá ser utilizado sem a sua autorização expressa.
As imagens nele contidas são propriedade dos respectivos autores.