Há necessitados... e necessitados Que bonito, agora o Estado embalado com os apoios que deu à banca lembrou-se de boa. Também vai emprestar dinheiro ao pessoal com dívidas. Não bastava os agarrados e as fraudes no subsídio de inserção social ou lá como se chama, agora o Estado substitui-se à banca e empresta dinheiro a quem tem dívidas. Deve ser por ser Natal, só pode.
O que tem piada no meio disto tudo é que isto é só para alguns. Como todos os que pagam impostos neste país sabem, há duas classes de cidadão contribuinte, os funcionários públicos... e os outros. Já é assim nas reformas, e noutras coisas, agora a diferença também vem parar estes empréstimos. Um contribuinte necessitado do privado é menos que um contribuinte necessitado da função pública. Que peça dinheiro à família ou ao banco, ou à Cofidis. Para o funcionário público, estamos cá todos nós (o Estado) para ajudar.
Duas pérolas para adoçar a coisa...
Primeiro, os sindicatos já vieram a terreno reclamar. É pouco. É uma vergonha. São "lágrimas de crocodilo". Não se esperava outra coisa, mal seria.
A segunda, a melhor. "os que recebem menos de 407 euros nem sequer têm de reembolsar o Estado. O dinheiro é-lhes oferecido para despesas pessoais e familiares."
Despesas pessoais. Puro génio. Gastem à vontade, é a fundo perdido. Os restantes contribuintes financiam.
O mais triste é que ninguém berra. Ainda não vi ninguém reclamar estas desigualdades. Anda tudo burro ? O que é que eu perdi que faz de mim um cidadão de segunda e o funcionário público um de primeira ? Um gajo até pode ser um fascista de direita e reclamar que "os pobres" andam à mama do Estado... mas ao menos que sejam *todos* os pobres, não só os que trabalham para o Estado!
Existe mais reclamações. Ainda não ouvi um economista que subscreve-se esta politica (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=346476) e ainda ontem na Sic noticias o Mário Crespo fez as mesmas perguntas aos Ministro da Presidência, que se engasgou um bocado. Mesmo dentro da função pública tens descriminação, os militares e outros sectores parecem que não têm acesso aos empréstimos.
Agora não existe manifestações na rua contra estas politicas, porque o sector privado anda ocupado a trabalhar e não tem pessoas a full time em sindicatos que tenham a capacidade mobilizadora de se fazer ouvir, caso contrário teria-se os mesmos direitos.
A segregação da sociedade costuma dar origem a revoltas violentas, e eu acho que se anda a viver nesse limiar, quando se for para a rua não é para negociar.
Suponho que o Estado fez isto porque lhe é mais simples controlar os créditos aos seus próprios funcionários (embora concorde obviamente com o teu ponto de vista)!
Já agora...para incendiar mais os animos, disse-me uma fonte que o Ministério da Educação nem sequer sabe quantos docentes tem a trabalhar para eles...
O dinheiro sai dos cofres do Estado mas nem sequer têm um número certo...enfim!
Já não bastavam os subsidios aos bancos agora vão dar o nosso dinheiro a fundo perdido?!? Isto está bom é para quem deve dinheiro, para quem trabalha e paga os impostos isto tudo é uma afronta! Dá vontade é de deixar de trabalhar e viver à custa do Estado pois são os que têm maiores regalias.
Vou dar-vos um exemplo pessoal. Fui pai vai fazer agora dia 17/01, 3 anos. Gozei a licença dos 5 dias aquando do nascimento da minha filha. No fim da licença de maternidade da minha esposa, gozei os 15 dias (de calendário) que tinha direito. Esses dias (15) foram-me descontados pela entidade patronal. Entreguei os papéis na Segurança Social para receber o respectivo subsidio, o que aconteceu. Agora, passados quase 3 anos, recebo uma carta da Segurança Social a dizer que tenho que devolver 500 e tal euros do subsidio que recebi indevidamente?!? Queres ver que desconfiam que eu não fui pai? :o) Se assim for, porque é que estão a pagar um abono a uma filha que eu supostamente não tenho?!? Não tenho direito ao subsidio dos 15 dias e tive direito aos dos 5 dias?!
O Estado anda é a gozar com quem trabalha e paga os seus impostos! É só para darem trabalho e chatearem os cidadãos que cumprem com as suas obrigações. Aos que não cumprem, estão lá eles para lhes darem uma mão!
Será que se eu montar uma empresa e ao fim de uns anos apresentar um buraco de alguns milhões, eles a nacionalizam e assumem as dividas?! Assim valia a pena, se corresse bem, ficava bem na vida, se corresse mal, estava lá o Estado para me safar!
Tenham mas é juízo e não gozem com o dinheiro dos contribuintes! por João Pinto a 23 Dezembro 2008 - 16:54
Blogmaster
Tem 36 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 16 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Também conhecido como o responsável pelo ITJobs, o Destakes e o Usauto entre outras brincadeiras.
De resto já bloga há uns 11 anos apesar de ter perdido parte da "vida" numa mudança de hosting provider. Algumas restias ainda por aí andam... ah, e o email de contacto está no footer.
não chateiem com os erros de Português... "the bad spelling is part of the charm". ;-)
escusado será dizer que as opiniões aqui expressas são minhas e só minhas, e não de outros ou da empresa onde trabalho
qualquer outro bitaite... ramblings at karlus.net
não, não é powered by MovableType
ou Wordpress, é powered by código meu em PHP
O conteúdo deste site não poderá ser utilizado sem a sua autorização expressa.
As imagens nele contidas são propriedade dos respectivos autores.