É este fim de semana. Tendo em conta o número de apresentações e participantes, promete ser o melhor de sempre.
Para azar meu, não vou poder ir. Vou estar de gravata a comer rissois num casamento qualquer. Oh well... depois contem como foi. :-/
Será que a história se repete ? Em Portugal, quando um site de media muda de aspecto, é norma todos os links antigos deixarem de funcionar, feeds RSS, etc. Não migram ids, não mostram uma página a explicar... nada. Os antigos endereços ou fazem redirect para a homepage do site como se nada fosse ou estouram com um Not Found.
Mais recentemente a RTP mudou o site de notícias e por umas horas a história foi a mesma, mas felizmente alguém ;-) com juízo previu isto e foi apenas uma coisa momentânea.
Mais recentemente foi a Visão. Mudou de site há umas semanas, e como de costume, os mesmos que lançaram o site do Expresso e do Relvado voltaram a fazer do mesmo. Links antigos desapareceram, o feed RSS ficou mudo. Tudo se perdeu.
Amanhã, segundo as notícias, o Diário de Notícias lança um novo site que promete ser "o maior site de informação em português".
Vai uma aposta como a história se repete ?
Update:
Meia aposta ganha. :-)
Links
Os links antigos foram suportados, há ali um redirect do endereço antigo para o novo. O problema é que passamos de URLs do tipo /nacional/socrates_chamado_a_depor_portucale.html para ?content_id=1174166. Ou seja, em termos de SEO andamos para trás ?
RSS
O feed RSS antigo ficou pelo caminho. Ganharam n feeds novos por categorias (o que é uma coisa boa), se bem que metade ao fim do dia ainda não davam nada ou davam erro.
O antigo que toda a gente usava, servido pelo SAPO, deixou de actualizar e não faz redirect para o novo (principal). Alguém que lhes dê um toque... :-)
As contas dos sites da Impresa O Grupo Impresa divulgou estes dias os resultados de 2008 (pdf). Nada famosos, passou de lucros a prejuízos de 27 milhões.
Ao contrário de outras, detalhes por participadas são abundantes. A SonaeCom por exemplo opta por colocar totais onde não se percebe que empresas/departamentos são responsáveis pelos lucros ou prejuízos.
Anyway, Impresa, e vamos ao que me interessa, as internet properties. Segue-se o essencial...
O ano foi marcado pela consolidação dos vários projectos de raiz, bem como pela aquisição de empresas que vieram completar o portofolio em termos de conteúdos e tecnologias. Em 2008, a IMPRESA Digital adquiriu 51% do site Olhares e aumentou a sua participação de 50,1% para 65%, no portal AEIOU. Estes dois movimentos representaram um investimento de cerca de 1 M€.
Em 2008, a IMPRESA Digital facturou 6,6 M€, o que representou um aumento de 60% face ao ano transacto. No entanto, este crescimento gerou um EBITDA negativo de 1,9 M€.
Após reavaliação do actual portofolio de negócios, efectuou-se uma perda de imparidade de 0,8 M€, relacionada com a participação no AEIOU.
O que é uma perda de imparidade ?
"Em suma, é a diferença entre o valor que pagaste/esta contabilizado e o que ele vale na realidade." via @nsaraiva
Ouch!
InfoPortugal 2008 foi o 1º ano completo da InfoPortugal inserida na IMPRESA
Digital. Neste exercício, o volume de facturação total da Infoportugal
cresceu 61,3% face a 2007, atingindo 1,4 M€, tendo-se verificado
um acréscimo das vendas de conteúdos digitais, especialmente de
cartografia de Portugal e POIs (pontos de interesse), para além das primeiras vendas de fotografia área digital. A IMPRESA Digital detém 51% da InfoPortugal.
AEIOU O volume de negócios da empresa, em 2008, diminuiu 17,3%, para 0,96 M€, enquanto as vendas de publicidade na Internet mantiveram valores comparáveis aos de 2007, com um decréscimo de 0,4%. As vendas resultantes das vendas de software e de serviços tiveram uma descida de 48,7%, principalmente após a entrega do projecto Porto Digital, em 2007, que não foi substituído por trabalhos da mesma dimensão.
É, o Porto Digital foi um grande balão de oxigénio para o AEIOU, e como dizem as contas, a teta secou.
No 2º semestre de 2008, entrou-se num processo de redução de custos, que passou pela rescisão amigável de contratos de trabalho com vários trabalhadores, para reduzir as perdas registadas e para adequar a estrutura de custos à actual conjuntura.
Leia-se, despedimentos.
Em Julho de 2008, o AEIOU adquiriu 51% do capital da 7 Graus – Sistemas de Informação, SA, detentora do site Olhares. Para financiar esta aquisição procedeu-se a um aumento de capital no montante de 420 mil euros.
O Grupo IMPRESA reforçou a sua posição no AEIOU, para 65%, durante o exercício de 2008, exercendo uma opção de compra, constante do contrato de aquisição inicial do AEIOU.
Olhares Em 2008, a facturação da empresa aumentou cerca de 30%, para 155.060 euros. De registar o aumento das assinaturas, com 4.700 subscritores em Dezembro 2008, cujas receitas representaram 31% do total, e as vendas de publicidade na Internet, que tiveram um aumento considerável, e com um peso de 63% das receitas.
A isto eu chamo verbosity. :-D
155 mil euros é um número interessante, se é que ainda há pessoal com dúvidas de que se pode viver de um site local em Portugal.
4700 users pagantes. Last time I checked, cada um pagava 12 euros/ano.
Sendo que o grosso das receitas é publicidade. Também com 30 milhões de page views mensais...
Em 2008, começou a ser dada ênfase à internacionalização do site, com o desenvolvimento do mercado no Brasil, através do site olhares.com, o crescimento do site francês (zyeutor.com) e a criação de um novo site para o mercado de língua espanhola (miradas.com).
Vai uma aposta como daqui a uns anos, o Olhares e irmãos internacionais, facturam o mesmo que o portal AEIOU e sites associados ?
ITL – Impresa Turismo e Lazer
Entre outras coisas é a empresa que detêm o Escape.pt
Foi lançado o site Escape.pt, fornecendo conteúdos para GPS e operadores móveis. O total de proveitos operacionais foi de 377 mil euros, tendo fechado o seu 1º exercício completo com resultados negativos.
No início de 2009, relançou-se o site Escape.pt, introduzindo-se o conceito de comunidades.
A IMPRESA Digital detém 50% da ITL.
Sim, o Escape pelo que se sabe só tem dado problemas. E sim, é desenvolvido pelo AEIOU.
Dirnet A IMPRESA Digital detém 51% da Dirnet.
E eu que me perguntava como é que estes gajos tinham dinheiro para passar a anúncios na SIC. Sabendo agora o dono, percebe-se. :-)
Chiltime / Netjovens A actividade do site comunitário Chilltime (anteriormente designado Netjovens) passou a ser consolidada no âmbito da IMPRESA Digital.
Cerca de 8% das visitas diárias vêm já do estrangeiro.
O Chilltime.com conta com 125 mil visitas únicas por mês e cerca de 8,5
milhões de pageviews.
A IMPRESA Digital detém 51% da Chilltime.
O que podia ter sido uma situação simples de resolver, do tipo "Errámos, vamos corrigir, pedimos desculpa", está a tornar-se num pesadelo de relações públicas para a Caixa Mágica e para o Linux sem necessidade nenhuma.
Os factos, quer se gostem deles ou não, são simples de perceber. O Magalhães, um computador destinado aos alunos do ensino básico, vem com duas versões de sistema operativo. Numa delas (a de Linux) traz um programa educativo (um dos principais, já agora) cheio de erros de Português. Ponto final.
O Expresso noticiou isso este fim de semana e as reacções não se fizeram esperar.
Uns querem a cabeça do Primeiro-Ministro, como se um programa, no sistema operativo com menos uso no Magalhães fosse atirar o projecto pelo cano. Outros culpam o Ministério por simplesmente ter ordenado a remoção do programa. Se calhar queriam que todos os Magalhães tivessem internet para fazer auto-update ou que as crianças ou os pais escrevessem um patch. Outros, os mais líricos de todos, vêm armados em sábios do "software livre" e outras ciências ocultas e dizer que ninguém compreende a "filosofia" da coisa. Que deviam ter corrigido os erros e enviado um patch para a Caixa Mágica, "porque é assim que funciona a comunidade do software livre". Wake up call... são crianças estúpido! Não são putos que sacaram o Linux de um FTP qualquer e resolveram experimentar.
Enfim, o folclore do costume, e tudo se teria resolvido com um assumir de culpas e pedido de desculpas. Mas não, a Caixa Mágica, empresa responsável e paga por "empacotar" a versão Linux do Magalhães quis escalar a coisa com um débil comunicado (pdf) onde tenta confundir tudo e todos. Vejamos...
1. "Entre 1.136 aplicações presentes no Linux Caixa Mágica no Magalhães, foram detectados erros apenas numa aplicação"
E que aplicações são essas ? São aplicações educativas ou estamos a ser hipócritas e são meras aplicações e utilitários do sistema operativo que as crianças, no Magalhães, nunca irão ver ou usar ?
2. "o processo de tradução / localização de software envolve um passo de tradução automática, sendo este passo seguido de uma verificação manual."
Espera, agora há software de tradução automática que inventa palavras que não existem ? Uma coisa são construções gramaticais ou palavras fora do sítio que requerem "verificação manual". Outra são palavras que nunca existiriam num software de tradução. Se calhar não é grande coisa.
3. "sempre que o Magalhães se liga à Internet faz o download das aplicações actualizadas e instala-as."
Sim, mas isso não invalida que a distribuição fosse correctamente carregada nos Magalhães. Ao fim ao cabo, foram pagos para fazer isso ou não ? E depois, nem todos têm internet para ligar o Magalhães à internet. Nem ele a trás gratuitamente, nem ninguém é obrigada a adquirir. E mais, segundo o Expresso, à altura da notícia, o update não estava disponível. A ver por aqui é capaz de ser verdade. Nota-se também uma nuance no Português do comunicado, "os erros *foram sendo* corrigidos em actualizações", ou sejam, sempre lá estiveram, foram é diminuindo.
4. "o tradutor não tem a 4ª classe, tem duas licenciaturas"
Ah bom, pior ainda. Mas no meio disto tudo, o tradutor que fez isto de boa vontade, é o menor dos culpados.
5. "Lê-se também na notícia que a Caixa Mágica apontou a escassez de recursos como justificação para este problema. Tal não é exacto."
Deixem-me citar o director técnico na notícia publicada do Expresso.
"Houve coisas que escaparam ao nosso controlo de qualidade, porque, ao contrário da Microsoft, não somos 10 mil, mas apenas dez a trabalhar na Caixa Mágica". Se isto não é "apontar a escassez de recursos" não sei o que é. Ah já sei, é tentar meter a Microsoft onde não é chamada.
6. "o desenvolvimento de software é um processo contínuo e incremental"
Errr, obviamente. E isto justifica o quê ?
No meio disto tudo, das notícias, dos comunicados, alguém viu um claro pedido de desculpas ? Um assumir claro das culpas ? Um "erramos, vamos tentar resolver o problema" ? Eu não, e teria tudo sido muito mais simples e ninguém se tinha chateado.
ps: Não me responsabilizo pelos erros de português neste texto. Se os encontrarem, mandem um patch. ;-)
Coworking is an emerging trend for a new pattern for working. Typically work-at-home professionals or independent contractors or people who travel frequently end up working in relative isolation. Coworking is the social gathering of a group of people, who are still working independently, but who share values and who are interested in the synergy that can happen from working with talented people in the same space.
Sempre que se fala em co-working geralmente a conversa vai dar sempre ao mesmo. Bla bla bla, não há dinheiro, contas, planos e mais planos, temos de criar uma associação/whatever, ai tem de ter um café, ai tem de ter um sofá, quem assume o contrato, mais contas e mais planos e... nada.
Anyway, isto para dizer o quê ? Com o desemprego (e não só), com cada vez mais pessoas a meter-se a freelancer ou por conta própria, é capaz de haver quem precise realmente de um espaço para trabalhar que não seja a própria casa. Believe me... ao fim de um tempo a coisa não resulta assim tão bem (a não ser que sejamos bichos do buraco e anti-sociais), e com filhos e casados ainda resulta menos. É mais agradável estar fora de casa e ter alguém com quem ir tomar café ou trocar impressões. Eu estive na primeira situação e actualmente agrada-me como estou na segunda.
Na altura vi-me um bocado grego com a "oferta". O que existe são escritórios que por si só têm n encargos (renda, luz, água, limpeza, internet, etc) e um contrato mínimo de 3 anos ou então espaços em "incubadoras" que exigem a criação de uma empresa/projecto ou afim e que mesmo assim são caros para serem suportadas por uma ou duas pessoas. Felizmente resolvi o meu problema com co-working numa incubadora numa empresa de amigos, mas nem todos conhecem pessoas com espaço a mais.
Dito isto, a minha pergunta é simples.
Vamos imaginar que trabalham por conta própria, ou não, mas que precisam de um espaço para trabalhar fora de casa. Vamos imaginar que esse espaço existe. Que é novo, construído à 2 anos, por estrear. Que fica no Grande Porto, com estação de metro, bancos, serviços, etc à porta. Mesa espaçosa, cadeira, Internet, Água, Luz, Limpeza incluída. Que têm acesso 24h ao espaço. E que tudo isto ficaria por €100, €120 euros mês.
Ah, e não se tinham que juntar a associação nenhuma, nem se atravessarem com contractos de 3 anos de aluguer. Quer dizer... tinham de se comprometer pelo menos 12 meses, mas isso acho que seria o mínimo e justo de se pedir para espantar pára-quedistas.
Conhecem pessoas que estariam interessadas ? Acham caro ? Barato ? Faria sentido, não do ponto de vista económico de quem cede espaço, mas do ponto de vista de quem trabalha em termos práticos e económicos ? Alguém com real interesse quer trocar uns emails sobre isto ? :-)
TMN rectifica (até demais) Este post é um follow-up a um post sobre uma situação que ocorreu com a TMN há uns dias. Para perceber, convém ler o outro primeiro.
O assunto tinha ficado com a menina (devia dizer ressabiada, os call centers de hoje em dia já não são o que eram) com quem falei e que me deixou com um "vamos analisar a sua reclamação e voltaremos a contactar".
Uns dias depois, someone who shall remain nameless fez o post chegar à administração da TMN. Sim, isso mesmo, e não, não apareceu nenhum grupo de t-shirts azuis para me dar porrada e gritar "mosh!" :-)
Ontem, Domingo, ligaram-me. Sim, tem razão, ouve um engano, tem direito à promoção da 'Happy Hour' sim senhor, vamos já activar (nem que comece a contar de novo os 12 meses) vai receber nota de crédito e aqui está a Ref e o valor correcto que tem de pagar, desculpe lá e tal".
Happy end. Não sei se realmente "analisaram" a reclamação ou se foram outras "forças divinas".
Anyway, sou um cliente satisfeito, não me queixo do serviço, uso-o diariamente para trabalhar (é a única net que tenho durante o dia de trabalho). Só não me chateiem com erros de facturação.
Mas vou ficar atento aos consumos, mesmo tendo 'Happy hour' durante o dia (única altura em que uso o serviço). A segunda parte do telefonema mencionava uma correcção de 1GB de tráfego contabilizado *a mais*. Medo. Nem quis ouvir mais nada.
Tem 37 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 17 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Também conhecido como o responsável pelo ITJobs, o Destakes e o Usauto entre outras brincadeiras.
De resto já bloga há uns 12 anos apesar de ter perdido parte da "vida" numa mudança de hosting provider. Algumas restias ainda por aí andam... ah, e o email de contacto está no footer.
não chateiem com os erros de Português... "the bad spelling is part of the charm". ;-)
escusado será dizer que as opiniões aqui expressas são minhas e só minhas, e não de outros ou da empresa onde trabalho
qualquer outro bitaite... ramblings at karlus.net
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