Quando vejo capas destas, seja na Sábado ou na Visão, digo-lhe sempre a mesma coisa... "vou comprar e como é costume, vou-me arrepender". Dito e feito.
Se estão a pensar comprar a Sábado desta semana, só pelo que vem na capa, "Os refúgios mais românticos do Alentejo"... não o façam.
É um trabalho jornalístico(?) medíocre, curto e sem grandes informações comparativamente ao que se pode consultar no site Wonderfulland . Aliás, a maioria dos alojamentos descritos na revista têm ficha no site, com mais informações, preços e melhores fotos inclusive. O resto, jantares e passeios, até fazem parte das secções 'actividades/a não perder' dos respectivos alojamentos.
Não sei se o site foi inspiração, mas saem muito mais bem servidos com uma visita ao site e não ficam mais leves €2,85. Ah, e a newsletter do site é recomendada. Há dias deu-me a conhecer este "paraíso" (pelo aspecto, ainda não fui lá) no Douro.
Sugestões de sites ou lugares cá dentro, podem usar os comentários. A gerência agradece. :-)
Twitter via SMS em Portugal
A TMN, abriu as hostilidades entre os operadores há umas semanas ao permitir que os seus clientes pudessem interagir com o Twitter via SMS. Na prática, permitem o envio de mensagens públicas e privadas para o Twitter, e a recepção de mensagens privadas ou que nos refiram(@mentions). O que me deixou surpreso, foi o serviço ter um custo associado. O envio e mensagens custa €0.05 e a recepção, apesar de para já ser gratuita, pode vir a custar €0.01 por mensagem.
Já que as mensagens nunca saem da rede da TMN (é exclusivo a clientes) faria sentido o serviço ser grátis, mas não é, e assim sendo, não sei se será mais económico e até mais prático usar um qualquer cliente (mesmo web) no telemóvel. De qualquer maneira, nenhum cliente bate o funcionalidade de se receber uma notificação (SMS) quase em tempo real sempre que alguém nos envia uma mensagem ou nos refere.
Passado umas semanas, o TAG da Optimus também foi a jogo. Inicialmente a permitir apenas o envio de mensagens (a parte mais fácil), para umas semanas depois também suportar a recepção. A diferença para o serviço da TMN é que no caso dos cliente TAG, ambas as funcionalidades são grátis. Para os restantes Optimus, aplica-se o respectivo tarifário.
Talvez no caso dos TAGs isso faça a diferença. É que segundo o TwitterPortugal, que monitoriza um número considerável de contas nacionais no Twitter, os tweets via TAG são o 23º meio mais usado para twittar, enquanto a TMN, que tem muitos mais clientes, se fica pelo 48º.
Da Vodafone (ainda?) não se viu nada, apesar de a Vodafone UK ter um acordo oficial com o Twitter para esta funcionalidade. Até dia 18 de Agosto é gratuito, depois pagam-se as mensagens enviadas. As recebidas estão limitadas a 500 por mês(?!).
Agora o mais interessante nisto tudo, é uma carta fora do baralho chamada TweetaPorSMS em que eu honestamente há uns meses atrás não apostaria. :-)
Este serviço, independente, criado por uma pessoa, nasceu antes dos serviços disponibilizados pelos operadores, e como é "self-funded" até à pouco tempo apenas permitia o envio de SMSs para o Twitter, mas a partir de qualquer rede. Recentemente, passou a permitir a recepção, apenas para determinados tarifários (imagino que são os que permitem SMSs de borla entre eles) mas com uma data de funcionalidades, nomeadamente, escolher que users da nossa timeline queremos receber no telemóvel, desligar as @mentions ou as direct messages. Eu devo imaginar que serão três telemóveis com cartões pré-pagos, ligados a um servidor, mas que para já será o suficiente para processar 4000 SMSs por dia provenientes das 1540 contas registadas.
Mas o mais interessante é que este serviço aparece em 6º lugar(!) na mesma tabela, bem longe dos serviços dos operadores. Tabela cujos resultados são gerados de véspera, logo actuais. Afinal, nascer primeiro e andar um passo à frente dos outros ainda compensa. :-)
Já há data para a Red Bull Air Race desde ano no Porto (a última?).
Para não variar (já ano passado coincidiu) calha nos mesmos dias que o Barcamp 09. Rais parta!
Os novos mapas do SAPO É sabido que há dias o SAPO lançou uma nova versão do SAPO Mapas. Está a milhas da versão anterior, se bem que concordo com o Carlos Martins, a velocidade a que as coisas se mexem no browser não é (ainda?) muito agradável.
Algumas das (muitas) novidades introduzidas são agora haverem "diversos conteúdos georreferenciados que podem ser vistos no Sapo Mapas, como, por exemplo, as notícias do Sapo Local, posts de blogues do Sapo e vídeos e fotos".
Um não referido, e cuja ideia tem mais de um ano ;-) é o facto de no caso específico do SAPO, aparecerem assinalados no mapa, pontos geo-referênciados de artigos do SAPO Saber (com base na Wikipedia em língua portuguesa).
Estes pontos, contêm uma pequena sinopse do artigo e, em alguns casos, uma imagem. No fundo, à semelhança do que é já feito pelo Google, só que no caso deles, usando a Wikipedia em versão inglesa.
Tal como a nova plataforma pode ser acedida através de uma nova API em português e inglês, esta (e outra) informação referente aos artigos pode ser extraída directamente através da API do SAPO Saber. Para o exemplo acima, da Casa da Música, basta invocar este URL e extrair o abstract e o badge do XML. De notar que isto é um best effort já que a info dos artigos não é estruturada.
Quem tem perto de 30 anos já está a ver do que vou falar.
Há uns anos, quando tudo era bem mais simples, quando uma discussão de placas gráficas e chipsets se resumia a dizer que se tinha um PC com CGA ou EGA, havia uma empresa de jogos que rulava, a Lucasfilm Games. Ok, duas... a Sierra também, não tivessem lançado o Larry e a série de Quests (Police, Kings, etc).
A Lucasfilm fez dos melhores jogos que alguma vez joguei. Ainda tenho as caixas originais do Loom, do Maniac Mansion (que nunca foi grande coisa) e do Indiana Jones and the Last Crusade compradas no Corte Inglês de Vigo. Na altura, há 20 anos, eram coisa para uns 12 contos cada. O que vale é que era um jogo de longe a longe. Ei, um gajo tinha de ganhar algo por gramar a viagem com os pais (qual auto-estrada ?). Isso e os churros ao pequeno almoço. :-)
A fixação pelos jogos é tanta que numa das pistas (para quem acompanhou) sobre a brincadeira sobre o local do pedido de casamento, usei um screenshot de um dos jogos. Manias. :-)
Um dos melhores de todos, o The Secret of Monkey Island, foi arranjado pirata (não era o único a ir a Vigo :-) e no Porto, no CC Dallas também havia "uma loja de cópias"). Lembro-me como se fosse hoje de ter em fotocopias (raradas, já seriam fotocopias de fotocopias^2) o Dial-A-Pirate para o poder jogar. Yah, hoje existem Serial codes e tal validados online, cenas modernas. :-)
Horas e horas a jogar estes jogos, a ligar aos amigos (os que tinham PC, contavam-se com uma mão) a perguntar onde iam, como tinham feito, etc a ver quem os acabava primeiro.
Anyway, hoje(?) a LucasArts lança uma special edition do The Secreat of Monkey Island. Vale a pena ver o vídeo no site, contam a história do jogo, e outros detalhes com os autores originais. É brutal ver um mesmo ecrã na versão de há 20 anos e a actual.
Só me resta perceber como posso comprar isto e como o posso jogar. Isto da Steam é novo para mim. :-/
Cerca de duas dezenas de empresas portuguesas de media vão estar presentes esta quinta-feira numa reunião convocada pelo presidente do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, para discutir formas de proteger os direitos de autor nos textos jornalísticos divulgados na Internet.
in Media portugueses discutem direitos de autor na Internet
«Vários fornecedores de conteúdos estão a utilizar as obras de autores, editores e organismos de radiodifusão sem pagar a devida compensação», queixam-se os mais de 200 responsáveis que já assinaram o documento, referindo que «a longo prazo, esta prática põe em causa a criação de conteúdos de alta qualidade e a existência do jornalismo independente». Por isso, os vários grupos reivindicam «medidas urgentes» para proteger a propriedade intelectual na Internet.
in Grupos reinvidicam protecção dos direitos de autor na Internet
A isto, o Google diz o que sempre disse...
Segundo o director do Google Josh Cohen, existe um mecanismo chamado Robots Exclusion Protocol (REP) que permite controlar a divulgação de sites ou páginas de Internet nos agregadores de informação.
in Media portugueses discutem direitos de autor na Internet
Além disso, acrescentou, estas visitas "permitem aos grupos de media aumentarem o negócio, ao direccionar os leitores para conteúdos complementares e ao gerar receitas de publicidade e de subscrições on-line". Google avisa que media podem bloquear anexação de conteúdos
Deixem-me acrescentar uns pózinhos...
Estes dois pontos de vistas do Google são irrefutáveis. Qualquer site pode impedir que lhe indexem os conteúdos, seja através do REP (coisa que o agregador pode não respeitar) quer entrando num jogo do gato e do rato e bloqueando os crawlers do agregador.
Caso isto não resulte, pode sempre bloquear acessos vindos desse agregador. Exemplo, quando o Google News enviar um utilizador para o site onde pode ler a notícia completa, este site pode dizer "Ah, tu és um pirata, esse site de onde vieste é má onda!". No limite, pode sempre contactar educadamente o agregador e dizer "Olhe, obrigadinho, vocês são muito úteis e tal, mas não estamos interessados em termos nos nossos conteúdos aí, mesmo que isso represente x% das visitas ao nosso site."
Mas eles obviamente não querem sair do Google. Exemplo, o site premium do Expresso (antes desta versão em Flash) esteve durante anos aberto ao Google. Se lá fossem e mudassem o User-agent para 'Googlebot whatever' entravam e viam todo o conteúdo, como o Google também via, para ser indexado. Não, aqui o problema é outro. O Google tem dinheiro. E os grupos de media, aflitos como estão, lembraram-se de se meter com quem sabem ter os bolsos fundos, numa de ver se a coisa corre pelo melhor. Sabem que a AP já recebe algum, e lembraram-se, porque não criar uma SPA europeia e inventar uma "taxa da rádio" para o sector.
Do lado dos agregadores (do Google diga-se), seria simples. Ou ignoravam, porque ter um título, um lead e referir a fonte, a meu ver é fair use, ou cediam na medida em que deixavam de agregar os conteúdos. Caso viessem pedir para agregar de novo (depois de perceberem as perdas), a coisa já teria um preço.
No fundo, e volto a repetir, não deixa de ser irónico que a pessoa que está a liderar isto tudo, seja um utilizador diário do próprio Google News. Se calhar não gosta é de ver os maus conteúdos do grupo dele lá indexados.
As cenas dos próximos capítulos seguem dentro de momentos.
Quanto tempo levarão a ultrapassar os clientes dos outros MVOs da Optimus ( Rede4 e o Tag)... juntos ?
Porque é que demoraram tanto tempo ?
Qual será a rede pela qual o Auchan e Jerónimo Martins irão optar, e quanto tempo vão demorar ?
O primeiro HTC com o sistema operativo Android (do Google) foi lançado em Portugal pelas mãos da TMN. A Vodafone está em pré-adesão.
O que se segue é uma reportagem da TVI sobre o lançamento.
Logo à cabeça atira ao ar que este é "o primeiro smartphone lançado em Portugal". Depois, é o próprio Zeinal que lhe diz que tem um ecrã táctil em que se podem usar os dedos, para ela logo a seguir dizer que com "as teclas de acesso rápido permitem-lhe entrar em milhares de aplicações". Se calhar é mais rápido que usar os dedos no ecrã táctil.
Mas a cereja está mesmo no fim da reportagem, quando ela depois de ler o press-release acha que o Gmail e o Google Talk tem um 'TM' no nome.
É o que dá a TVI mandar uma "reporteira de romarias de Veráo" fazer a cobertura de um lançamento tecnológico. E eu a pensar que as TVs, como os jornais, tinham editores que viam as peças antes de serem publicadas...
Anyway, dia seguinte ao lançamento e a homepage do site da TMN não tem uma única referência ao HTC Magic, nem na secção da HTC no próprio site, nem sequer a pesquisa devolve algo para 'android' ou 'htc magic'. Viral!
O SAPO já se adiantou e já tem uma app no Android Market equivalente à Sapo Banca do iPhone. O mobile.sapo.pt também foi optimizado para Android. Basta mudar a string do User-Agent do browser para se poder dar uma vista de olhos em android.m.sapo.pt. Assim de repente, tem (quase?) tudo o que a versão normal tem. Fica só mesmo faltar a versão para iPhone... ou será que agora com a TMN+Android o desenvolvimento para iPhone (de quem a TMN estranhamente não quer saber) vai abrandar. ;-)
Tem 37 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 17 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Também conhecido como o responsável pelo ITJobs, o Destakes e o Usauto entre outras brincadeiras.
De resto já bloga há uns 12 anos apesar de ter perdido parte da "vida" numa mudança de hosting provider. Algumas restias ainda por aí andam... ah, e o email de contacto está no footer.
não chateiem com os erros de Português... "the bad spelling is part of the charm". ;-)
escusado será dizer que as opiniões aqui expressas são minhas e só minhas, e não de outros ou da empresa onde trabalho
qualquer outro bitaite... ramblings at karlus.net
não, não é powered by MovableType
ou Wordpress, é powered by código meu em PHP
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