ramblings about life and tech...  

Julho, 16 2009
Quinta-feira

Os novos mapas do SAPO
É sabido que há dias o SAPO lançou uma nova versão do SAPO Mapas. Está a milhas da versão anterior, se bem que concordo com o Carlos Martins, a velocidade a que as coisas se mexem no browser não é (ainda?) muito agradável.

Algumas das (muitas) novidades introduzidas são agora haverem "diversos conteúdos georreferenciados que podem ser vistos no Sapo Mapas, como, por exemplo, as notícias do Sapo Local, posts de blogues do Sapo e vídeos e fotos".
Um não referido, e cuja ideia tem mais de um ano ;-) é o facto de no caso específico do SAPO, aparecerem assinalados no mapa, pontos geo-referênciados de artigos do SAPO Saber (com base na Wikipedia em língua portuguesa).



Estes pontos, contêm uma pequena sinopse do artigo e, em alguns casos, uma imagem. No fundo, à semelhança do que é já feito pelo Google, só que no caso deles, usando a Wikipedia em versão inglesa.

Tal como a nova plataforma pode ser acedida através de uma nova API em português e inglês, esta (e outra) informação referente aos artigos pode ser extraída directamente através da API do SAPO Saber. Para o exemplo acima, da Casa da Música, basta invocar este URL e extrair o abstract e o badge do XML. De notar que isto é um best effort já que a info dos artigos não é estruturada.

Hora 16 Julho 2009 - 23:29   Comentários 1 Comentário(s)    

Guybrush is back... better then ever


Quem tem perto de 30 anos já está a ver do que vou falar.

Há uns anos, quando tudo era bem mais simples, quando uma discussão de placas gráficas e chipsets se resumia a dizer que se tinha um PC com CGA ou EGA, havia uma empresa de jogos que rulava, a Lucasfilm Games. Ok, duas... a Sierra também, não tivessem lançado o Larry e a série de Quests (Police, Kings, etc).

A Lucasfilm fez dos melhores jogos que alguma vez joguei. Ainda tenho as caixas originais do Loom, do Maniac Mansion (que nunca foi grande coisa) e do Indiana Jones and the Last Crusade compradas no Corte Inglês de Vigo. Na altura, há 20 anos, eram coisa para uns 12 contos cada. O que vale é que era um jogo de longe a longe. Ei, um gajo tinha de ganhar algo por gramar a viagem com os pais (qual auto-estrada ?). Isso e os churros ao pequeno almoço. :-)
A fixação pelos jogos é tanta que numa das pistas (para quem acompanhou) sobre a brincadeira sobre o local do pedido de casamento, usei um screenshot de um dos jogos. Manias. :-)

Um dos melhores de todos, o The Secret of Monkey Island, foi arranjado pirata (não era o único a ir a Vigo :-) e no Porto, no CC Dallas também havia "uma loja de cópias"). Lembro-me como se fosse hoje de ter em fotocopias (raradas, já seriam fotocopias de fotocopias^2) o Dial-A-Pirate para o poder jogar. Yah, hoje existem Serial codes e tal validados online, cenas modernas. :-)

Horas e horas a jogar estes jogos, a ligar aos amigos (os que tinham PC, contavam-se com uma mão) a perguntar onde iam, como tinham feito, etc a ver quem os acabava primeiro.

Anyway, hoje(?) a LucasArts lança uma special edition do The Secreat of Monkey Island. Vale a pena ver o vídeo no site, contam a história do jogo, e outros detalhes com os autores originais. É brutal ver um mesmo ecrã na versão de há 20 anos e a actual.

Só me resta perceber como posso comprar isto e como o posso jogar. Isto da Steam é novo para mim. :-/

Hora 16 Julho 2009 - 00:50   Comentários 11 Comentário(s)    

Agregadores de notícias, esses piratas
O tema já é recorrente, já falei no assunto várias vezes aqui no blog, já que posso dizer que "sou parte interessada". A diferença agora é parece que se tornaram num "grupo organizado" e querem o apoio de Bruxelas.

Cerca de duas dezenas de empresas portuguesas de media vão estar presentes esta quinta-feira numa reunião convocada pelo presidente do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, para discutir formas de proteger os direitos de autor nos textos jornalísticos divulgados na Internet.
in Media portugueses discutem direitos de autor na Internet

«Vários fornecedores de conteúdos estão a utilizar as obras de autores, editores e organismos de radiodifusão sem pagar a devida compensação», queixam-se os mais de 200 responsáveis que já assinaram o documento, referindo que «a longo prazo, esta prática põe em causa a criação de conteúdos de alta qualidade e a existência do jornalismo independente». Por isso, os vários grupos reivindicam «medidas urgentes» para proteger a propriedade intelectual na Internet.
in Grupos reinvidicam protecção dos direitos de autor na Internet

A isto, o Google diz o que sempre disse...

Segundo o director do Google Josh Cohen, existe um mecanismo chamado Robots Exclusion Protocol (REP) que permite controlar a divulgação de sites ou páginas de Internet nos agregadores de informação.
in Media portugueses discutem direitos de autor na Internet

Além disso, acrescentou, estas visitas "permitem aos grupos de media aumentarem o negócio, ao direccionar os leitores para conteúdos complementares e ao gerar receitas de publicidade e de subscrições on-line".
Google avisa que media podem bloquear anexação de conteúdos

Deixem-me acrescentar uns pózinhos...

Estes dois pontos de vistas do Google são irrefutáveis. Qualquer site pode impedir que lhe indexem os conteúdos, seja através do REP (coisa que o agregador pode não respeitar) quer entrando num jogo do gato e do rato e bloqueando os crawlers do agregador.
Caso isto não resulte, pode sempre bloquear acessos vindos desse agregador. Exemplo, quando o Google News enviar um utilizador para o site onde pode ler a notícia completa, este site pode dizer "Ah, tu és um pirata, esse site de onde vieste é má onda!". No limite, pode sempre contactar educadamente o agregador e dizer "Olhe, obrigadinho, vocês são muito úteis e tal, mas não estamos interessados em termos nos nossos conteúdos aí, mesmo que isso represente x% das visitas ao nosso site."

Mas eles obviamente não querem sair do Google. Exemplo, o site premium do Expresso (antes desta versão em Flash) esteve durante anos aberto ao Google. Se lá fossem e mudassem o User-agent para 'Googlebot whatever' entravam e viam todo o conteúdo, como o Google também via, para ser indexado. Não, aqui o problema é outro. O Google tem dinheiro. E os grupos de media, aflitos como estão, lembraram-se de se meter com quem sabem ter os bolsos fundos, numa de ver se a coisa corre pelo melhor. Sabem que a APrecebe algum, e lembraram-se, porque não criar uma SPA europeia e inventar uma "taxa da rádio" para o sector.

Do lado dos agregadores (do Google diga-se), seria simples. Ou ignoravam, porque ter um título, um lead e referir a fonte, a meu ver é fair use, ou cediam na medida em que deixavam de agregar os conteúdos. Caso viessem pedir para agregar de novo (depois de perceberem as perdas), a coisa já teria um preço.

No fundo, e volto a repetir, não deixa de ser irónico que a pessoa que está a liderar isto tudo, seja um utilizador diário do próprio Google News. Se calhar não gosta é de ver os maus conteúdos do grupo dele lá indexados.

As cenas dos próximos capítulos seguem dentro de momentos.

Hora 16 Julho 2009 - 00:07   Comentários 2 Comentário(s)    


Blogmaster
moi Tem 34 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 14 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Também conhecido como o responsável pelo ITJobs e o Destakes entre outras brincadeiras. De resto já bloga há uns 9 anos apesar de ter perdido parte da "vida" numa mudança de hosting provider. Algumas restias ainda por aí andam... ah, e o email de contacto está no footer.

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