Workshop a evitar Eu não ia escrever sobre isto, tenho andado caladinho em relação a muita coisa aliás, mas como fiquei a saber que vai haver uma 2ª edição, aqui fica o aviso à navegação para quem está a pensar lá dar um salto.
A ANJE promoveu a semana passada e vai voltar a promover no próximo dia 24 de Março um chamado 'Master Integrado de Empreendedorismo'. Quando soube disto o mês passado, fiquei interessado porque entre as várias temáticas, haviam painéis sobre "Apoios do IEFP" o "Programa Finicia" e "Planos de Negócios".
O programa está aqui.
Para começo de conversa, não são painéis. É uma pessoa a falar em cima de um powerpoint com 3/4 perguntas no fim.
Logo a começar os apoios do IEFP. Seria de esperar, pelo menos eu inocente assim assumi, que seriam programas de apoio ao emprego para as empresas. Não, toda a apresentação é destinada aos apoios dados aos desempregados. Sim, a mesma apresentação que um desempregado é obrigado a ouvir quando se inscreve no centro de emprego. Basicamente, que pode receber o subsídio todo para criar a sua empresa, em que condições e se eles a acharem viável. Zero sobre apoios ao emprego para empresas. Zero sobre estágios InovJovem. Nada. A certa altura e tendo em conta as perguntas, pensei que estava numa das tais palestras do centro de emprego com o pessoal a reclamar de informações que lhes deram noutro lado e que não lhes aprovam os projectos.
O painel sobre o Finicia, de novo, é apenas uma senhora à volta dos powerpoints, esse sim, é sobre apoios a empresas. Resumidamente, Venture capital é complicado, e depois existem os financiamentos que, e corrijam-me se estiver enganado, apenas se resumem a um empréstimo bancário previamente validado pelo IAPMEI. Na prática é feito por um banco e tem juros. Não percebi a diferença e que vantagens tinha. Também ninguém as referiu.
O painel sobre o Erasmus for Young Entrepreneurs não interessava minimamente. Basicamente, na fase universitária, podemos ir vegetar para uma empresa lá fora e ver como as coisas se fazem.
Já não vi o 3º painel… vim-me embora, eram 11:00.
Já tinha perdido tempo suficiente.
ps: Apenas como nota curiosa, repare-se como no dia 5 a inscrição é "gratuíta" com acento no 'i' e no próximo dia 24 já é "gratúita"com acento no 'u'. Se os tirassem em ambos os casos não ficava pior.
Sábado passado aconteceu o Talks 2.0 cá por cima na FEUP.
Eu podia dizer como foi bem organizado (tirando a pontualidade) ou como gostei das apresentações do Leo Xavier da Quodis ou do Francisco Fonseca da AnubisNetworks, mas o que me deixou de boca aberta foi o Miguel Monteiro da Chip7/Introduxi.
Conheci o Miguel Monteiro há uns anos quando depois de passar uma série de entrevistas lhe caio à frente para a posição de Dir. Técnico da Seara. Está à vista que a coisa não correu pelo melhor. É que alguém que está à procura de uma pessoa para essa posição de longo prazo não deverá querer ouvir como resposta "Ter a minha própria empresa" à típica pergunta "Onde te vês daqui a x anos".
Sábado achei-o mais pesaroso, mais "acabado" e em parte a explicação veio a seguir.
Numa atitude que pouco se vê por estes lados, e prontamente elogiada pelo moderador, disse que estava a passar uma má fase. Que a Chip7 passa por grandes problemas, ainda os tem, mas este ano com mudanças no modelo de negócio já começou a dar a volta. A Introduxi está ainda pior e ainda não deu sinais de recuperação.
Isto é tudo menos normal, dizer publicamente que se está mal, que se está a passar um mau bocado ou que no limite se falhou. E o exemplo mais clamoroso disto vê-se nas chamadas startups da moda.
Quando começam, e algumas com financiamento externo, são as maiores. Querem o nosso apoio, melgam para testar o produto em beta, mandam convites, querem que falemos delas ou querem que se vote nelas em concursos. Até ao dia que deixamos de ouvir falar nelas...
Sim, porque a festa não dura sempre e alguém a tem de pagar. Nesse momento, desaparecem de cena. Não dão cavaco, não lhes apetece falar do assunto, não podem, não querem. Não anunciam o fim do projecto, nem em nome da startup/projecto nem a nível individual. Ninguém os vê a dar a cara. Não se passou nada. Ninguém há-de reparar.
Num momento gostam muito de nós e querem o nosso apoio, no outro já não interessa nada.
E podia dar n exemplos. Uns mais assumidos que outros, outros encapotados, outros que estão a custar mais deitar a toalha ao chão. Não percebo é qual é o problema de admitir o fecho ou o erro. Se gostam tanto de dar feedback durante o lançamento ou quando lançam coisas novas, o mínimo que seria de esperar era uma palavrinha. Sempre aprendíamos todos algo. É que há casos de pessoas que ainda perguntam pelas startups/projectos e nem imaginam que eles já estão noutra...
Tem 37 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 17 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Também conhecido como o responsável pelo ITJobs, o Destakes e o Usauto entre outras brincadeiras.
De resto já bloga há uns 12 anos apesar de ter perdido parte da "vida" numa mudança de hosting provider. Algumas restias ainda por aí andam... ah, e o email de contacto está no footer.
não chateiem com os erros de Português... "the bad spelling is part of the charm". ;-)
escusado será dizer que as opiniões aqui expressas são minhas e só minhas, e não de outros ou da empresa onde trabalho
qualquer outro bitaite... ramblings at karlus.net
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