O síndrome do "somos os primeiros" É sabido que muitos jornalistas comem tudo o que se lhes dá. Aceitam tudo como é, como vem no press-release, assumem que são escritos por pessoas de boa fé (ou no limite, informadas) e não verificam nada.
Podiam ser eles próprios mais informados, especializados na área, mas com a crise que aí nada, estágios não remunerados e afins, deverá bastar uma licenciatura para escrever sobre seja o que for.
Isto a propósito de uma notícia hoje divulgada pela Lusa, a mesma entidade que meteu cá fora aquela que ainda hoje é considerada uma das maiores obras de ficção jornalísticas de sempre.
Na notícia em questão, 'Empresas portuguesas preparam novas aplicações para o iPad', são ditas algumas coisas que não são verdade. Isto porque quem fez o press-release não foi honesto, não conhece a "concorrência" (o que ainda é pior), e pior que tudo, o jornalista que escreveu a peça, não percebe bolha do assunto e nem se deu ao trabalho de questionar o que recebeu.
De uma vez por todas, o Dropoly não foi o primeiro jogo português para iPhone. Nem o segundo. Escusam de repetir isto n vezes, não se vai tornar verdade. É um jogo excelente, mas lá porque disseram isso no press e porque foi o primeiro jogo a sair nas notícias não faz dele o primeiro.
Meses antes, estava na AppStore o Towers, até prova em contrário, o primeiro jogo português para iPhone. Outro anterior é o Scrabbis. E se calhar até há mais.
A outra inverdade é dita pelo SAPO. O Portal Sapo, que afirma ser "a primeira empresa portuguesa a conceber uma aplicação de raiz para o iPad" e diz que a aplicação "estará entre as primeiras 100 a 200 aplicações previstas para o novo equipamento da Apple".
Vai ser sem margem para dúvidas uma das mais úteis aplicações nacionais para o iPad (isto se melhorarem a resolução das capas), mas daí a ser a primeira… eu arriscava a dizer que foi a aplicação 'portugal by', desenvolvida pela yellowapp. Outra ainda é o Smuggi. Quando mais não fosse, pela timeline do Twitter e pelas release dates de ambas na AppStore.
Eu sei que é uma tentação dizer para a imprensa que fomos os primeiros. Como eles comem tudo, é sempre headline na certa. Mas isso só toma por parvo quem depois vai ler essa informação algures, e por desconhecedores do mercado quem o afirma.
Asterisk in a box Este texto é apenas um update a uma pergunta que fiz há 2 anos e que na altura ficou sem uma resposta concreta.
A ideia na altura era ter uma espécie de "asterisk in a box", numa enclosure do tamanho de um router caseiro que fizesse de PBX e permitisse além do óbvio, ter uma porta FXO que me deixasse usar a linha analógica com os telefones VOIP.
Há uns tempos encontrei uma solução da Linksys, o SPA9000, mas a €300, não me pareceu boa ideia, e no eBay não eram assim tão comuns. E nunca cheguei a ver nada similar a preços mais baixos.
Long story short... há uns dias dei com o IP01 da Atcom.
Basicamente, é um "asterisk in a box", com tudo o que tipicamente um Asterisk oferece, minúsculo e com (opcionalmente) uma porta FXO (ou FXS). Configurado através de um interface web (como qualquer router) passado 5 minutos está a funcionar, quer o VOIP, quer fazendo uso da linha analógica. Aproximadamente, €150.
Tem 37 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 17 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Também conhecido como o responsável pelo ITJobs, o Destakes e o Usauto entre outras brincadeiras.
De resto já bloga há uns 12 anos apesar de ter perdido parte da "vida" numa mudança de hosting provider. Algumas restias ainda por aí andam... ah, e o email de contacto está no footer.
não chateiem com os erros de Português... "the bad spelling is part of the charm". ;-)
escusado será dizer que as opiniões aqui expressas são minhas e só minhas, e não de outros ou da empresa onde trabalho
qualquer outro bitaite... ramblings at karlus.net
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